Dor, gozo e morte.

Sem coração, flor perfumada ou poema. Ela quer é o que vem de dentro,
profundo — visceral.

Busca em meus órgãos a verdade, questiona, consome minha carne toda, não toda, quase toda.

Me deixa.

Imploro seu retorno: 
“Consuma mais”.

Mantra.

Consuma. 
Mais. 
Consuma. 
Ma…

Cessa. Se afasta.

Ainda sou —
torno a ser.

Moído, mas eu.

Resolvo aguardar. Não a procuro.

Me recupero.

Quando menos espero:
mordido novamente.

Dor,
gozo
e morte.