Corpo,

Caiu todo ferro do tinto que lhe corre nas afiladas veias, Perdeu a noção do ser e estar, caiu todo corpo ao chão, Pensou nunca mais voltar, Voltou, doeu, curou, Acorda e agarra num galho seco, forte, enraizado no pé de caqui rachado ao meio, encontrou aderência, pisou descalço,

Quando muito quer, vive sereno, quando pouco insiste, aguenta firme, Visa um ponto no dia seguinte, segue incansável a rota do amanhã,

Incessantemente, acorda frágil, bambo, doído, impoluto, Anseia, ao final do dia, existir, Sente o instante do último passo,

Corpo se mantém de pé.

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