Stenio Diro
Nov 6 · 3 min read

Grande Profissionais da História (da minha história) — Ep 1 — Cacau Ventura

Gosto de reservar duas horas do dia para pensar em nada, seja deitado em uma espécie de meditação, em uma pedalada de 2 horas ou sentado na varanda olhando para a rua, chamo este tempo de “Horas da Maluquice”… O que acontece nessas duas horas são pensamentos em cima de necessidades do mercado, da população, de empresas e de cidades… E por que essas necessidades e desejos ainda não foram saciados ? Eu nem tento controlar os pensamentos e sinapses, deixo elas fluírem até me darem as respostas que preciso.

Tendo isto em mente (e recomendo a todos para fazerem o mesmo), acabei pensando em mim mesmo, em como me tornei o profissional que sou, e também em como nunca gostei de expor isso em redes sociais, talvez por ego em pensar erroneamente “profissional bom vai lá e faz, quem fala muito tá com papinho de coach” ou desvalorização da internet como plataforma real (hoje já não se sabe o que é real e digital no âmbito social). Mas meu pensamento precisava mudar, o mercado cheio de “Meninas do Vale” ainda me cria náuseas…. Então resolvi “iniciar” de uma forma meio diferente.

E hoje nas minhas “Horas da Maluquice” capturei algo interessante… que em cada uma das minhas etapas de evolução tática, de conhecimento e de prática, tinha um profissional envolvido que me ajudou nisso.

Dessa forma, enumerei vários deles e separei por números aleatórios, aos quais escolhi ao acaso em um sorteio e prometi a mim mesmo que iria colocar pelo menos 1 deles por semana no Linkedin e Medium como uma forma de homenagem e agradecimento, talvez eu nunca tenha descrito a importância de determinados atos que eles fizeram e que mudaram minha forma de pensar. E o primeiro papel é:

Carlos Ventura (N° 28)
A.L.I.A.S = Cacau Ventura

Em 2009 eu tinha me tornado Diretor de Mídia da GCA Comunicação, local onde comecei a estagiar de graça e tive uma das maiores aberturas de crescimento da minha carreira profissional. Por conta da função na agência, eu negociava, conversava e debatia soluções em mídia para os clientes da casa, e assim conheci Cacau Ventura.

Cacau era executivo de vendas de uma empresa de comunicação na Paraíba, o grupo O Norte, eles possuíam Jornal, Rádio e TV, era comum receber esses profissionais na sala de diferentes veículos para debater quanto de verba os nossos clientes tinham e como eles poderiam contribuir com isso. Basicamente em resumo era uma conversa “Por que teu cliente não está veiculando conosco ? Olha o que temos, é a cara dele”… Mas com Cacau era diferente… Ele conversava comigo a respeito de coisas aleatórias e em meio a isto surgia soluções para diferentes segmentos de mercado, alguns destes ramos nem faziam parte da minha carta de clientes.

Conversávamos de tal forma sobre soluções e ações de comunicação que acabavam se tornando adaptações para os problemas existentes na publicidade dos meus clientes, com foco no resultado da venda. Cacau não ligava para um comercial super bonito e bem produzido, o foco nunca poderia ser só isso… Ele me dizia “Eu quero é vender, e quero que os meus clientes vendam, e que os clientes dos meus clientes também vendam, assim todo mundo fica de barriga cheia”, essa forma de agir dele me motivava a interagir melhor com meus clientes, dá para unir o social com o profissional e quando se faz isso, o sucesso é muito maior, e foi isso que Cacau me mostrou. Procure conhecer mais os clientes e entender suas dores, uma conversa chata de escritório não sai a verdade total, entenda o social e jogue o profissional.

Hoje ele continua no ramo, trabalhando diretamente com a Band em Maceió, e quando ele vem para João Pessoa, a gente senta, toma uma cerveja e conversa sobre tudo, no fim sempre acaba vindo boas ideias.