Boa sacada!
Laura Pires
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Outro dia, lendo Medo de voar , da Erica Jong, me deparei com uma reflexão da protagonista do tipo “a sociedade consegue tornar a vida das mulheres solteiras tão insuportáveis, que muitas mulheres aceitam o casamento ainda que ele seja desfavorável”. Estou digerindo essa ideia ainda.

O casamento é uma instituição problemática, especialmente por causa da ideia do amor romântico. No entanto, é como você disse: se a pessoa acredita que o matrimônio é game over, apenas não case. Várias pesquisas indicam que homens casados vivem mais porque a esposa cobra que o sujeito vá ao médico, se preocupa para que se alimente melhor, é fácil perceber o quanto a estrutura do casamento é favorável para eles, mas tenho a sensação de muitos não querem admitir isso.

É muito fácil chamar a mulher de patroa, repetir piadinhas clichês em vez de reconhecer o quanto o casamento ainda perpetua uma série de privilégios masculinos. Outra narrativa terrível é a do “marido que ajuda” porque lava uma louça ou cozinha quando quer e deveria ser elogiado por isso, quando manter a casa limpa deveria ser atribuição de todos que vivem nela.

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