Memórias…
Porquê não falar de memórias?
Das coisas boas que vivemos,
Da alegria em acordar ao teu lado e ver você se espreguiçando,
E te acordar com um beijo,
Do barulho do chuveiro,
E do cheirinho daquele café recém passado,
E de te perguntar se “Tá bom de açúcar?”
E você desembrulhar um sorriso matinal de aprovação,
E daquele colo, onde envolvia uma contemplação mútua de ambos, seja nos olhares, nos beijos, e nas carícias
Por quê essas coisas duram tão pouco tempo e por quê ficam naquele cantinho específico do cérebro?
Por quê eu continuo acreditando na gente mesmo que o seu silêncio, a sua ausência, a distância começam a rascunhar um novo desenho,
Um desenho onde nossos olhares não se cruzam mais,
Onde nossos corpos não se tocam,
Onde nossas mãos se desentrelaçam,
Onde não ouço mais o som da sua voz e nem aquele sorriso matinal,
Onde você não faz mais parte da minha vida,
Hoje ligo o rádio, a música me lembra você e as gotas de café coando são as nossas memórias se tornando uma nova fase.
Desculpa ter que escrever tudo isso,
É que você me pediu franqueza e eu sempre procurei ser franco.