Epifania

Bons com os outros

Cruel consigo mesmo

É assim que as coisas são

E sempre vão ser

Sonhar com o que não pode ter

Desdenhar do que tem

Até perder

Vazio, correr atrás do próprio rabo

Até conseguir

Depois voltar a correr atrás do próprio rabo

Até morrer

Podre, podre até os ossos

Como árvore podre que não adiantar cortar os galhos

Se a raiz apodreceu

As estrelas, o tempo, o mar, o céu

O mundo é dos outros

Somente deles

Não tente

Não vale a pena