Noite IX

A vida sempre parecia um sonho

Que de vez em quando eu costumava acordar

Mas logo voltava a sonhar

Mas agora to com insônia

Não consigo esquecer que estou vivo

Vida passa a ser um porre com uma longa ressaca

O que eu sinto por você também é meio assim não?

Sou um paradoxo, sou o pior que conheço

Mas mesmo assim sou melhor que muita gente que conheço

Escrever já me foi mais legal, agora é só natural

Sempre imagino seu cabelo com cheiro de morango

Não sei porque

Eu não sei se estou vivo, só vou descobrir quando morrer

E como já disse anteriormente não quero morrer

Quero viver pra sempre

Meu ego é tão pequeno que nunca acredito que alguém goste de mim

Meu ego é tão grande que eu não quero me apagar nunca

A mina que estudou comigo tá grávida

O único amigo se matou

A vida é um relógio que não para

Cada dia que você sobrevive é mais um dia perto da morte

Paradoxo não?

É, não sei lidar com isso

Mas acho que ninguém sabe

Eu não estou com você do que adianta estar vivo

Não existe vida sem você

Por isso acho que sei lá estou morto

As outras pessoas existem e são mais felizes

Eu sou só preocupação inútil

Trabalhar é bom ocupa a mente

Tenho medo de você

Por mais que te ame

Tenho tanto medo de morrer

Mas morreria por você

Tenho medo que você saiba disso

Não quero cumprir essa promessa

Anastásia morreu pelos pecados dos pais

Kafka escreveu meia dúzia de conto

Eu? Não sei

Sou um enorme e longo paradoxo

Você existe? Não sei.

Gustavo C Franqueira
Like what you read? Give Gustavo Cassiano Franqueira a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.