Destino.

No Pressue — Justin Bieber

Algum tempo atrás escrevi sobre uma pessoa que, acabou quebrando meu coração. Sumiu sem nem dar tchau, sem ao menos me deixar saber se eu era o problema. Confesso que isso me abalou, e me fez até pensar que jamais encontraria alguém que pudesse me compreender, que gostasse de mim apenas pelo que sou.

Passei dois longos meses refletindo sobre o que havia acontecido, e cheguei a conclusão de que: foi coisa do destino. Acredito que Deus quis que eu quebrasse a cara, para que, assim, eu pudesse aprender com meus erros e ser alguém melhor. Deus colocou alguém em minha vida que me fez enxergar que nem sempre o problema sou eu… ou que, simplesmente, não era pra ser, que Ele estava preparando algo melhor para minha vida.

Então depois desse tempo de fossa, eu fui à um aniversário e o destino agiu. Não o conhecia, tão pouco tinha o visto alguma vez na vida. Não falei com ele na festa, mas quando estava indo embora sua mãe postiça falou que ele queria meu número. Eu dei, tinha simpatizado com seu jeito. Mas não criei expectativa alguma; havia aprendido a não fazer isso à pouco tempo.

Um dia depois recebi uma mensagem; um “Boa noite” que, no momento não fazia ideia de que mudaria minha vida quase que totalmente. Foi assustador como a conversa fluiu, como o assunto apareceu e não sumiu mais. Conversamos de um jeito que parecia que nos conhecíamos há tempos. O desejo de falar com a pessoa o tempo todo; a angústia das horas sem conversar por conta das rotinas diferentes; a ansiedade por uma resposta.

Em uma terça-feira de sol, nos encontramos por acaso no centro da cidade vizinha. Não havíamos combinado nada, já que quando combinamos não havida dado certo. Foi o destino mais uma vez. Um aceno meio tímido da minha parte e um olhar meio desconfiado da dele. Passei com as minhas amigas por ele e seus amigos, e na volta ouvi alguém chamando meu nome. Já sabia quem era.

Trocamos algumas palavras e olhares que disseram muito mais do que nossas bocas naquele dia. Um abraço e um tchau. Quando cheguei em casa, quase que totalmente ensopada com a chuva de verão que havia caído, recebi mensagens daquele alguém. Meu coração disparou assim como quando nos abraçamos. E depois daquele dia, tive a certeza de que, sim, eu gostava daquele garoto com sorriso simpático e encantador.

Minha insegurança sempre me deixou com um pé atras, e dessa vez não foi diferente. Mas seu jeito me passava uma segurança inacreditável. Marcamos de nos vermos no dia 25 de dezembro. Muita conversa, carinho, cafuné, andar de mãos dadas e muitos abraços. Não houve beijo por escolha minha.

Duas semanas depois, contei mais detalhadamente o que estava acontecendo para os meus pais. Logo, eles quiseram conhecê-lo, e assim foi. Tive que tomar uma coragem enorme para convinda-lo para vir em minha casa. E, naquela sexta-feira à tarde, no dia 6 de janeiro foi quando, finalmente, nos tornamos um só. Muitos beijinhos e carinho até que sua hora de ir chegou. Um abraço maravilhoso de despedida e vi ali, a pessoa que mudou minha vida indo rumo ao seu trabalho, e o melhor de tudo, agora aquele rapaz de sorriso fácil, olhos verdes, cabelo arrumadinho e alma fascinante, era em fim, meu namorado.

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