Gastromotiva

Inclusão social por meio da gastronomia

Preciso começar essa historia contando o quanto fiquei feliz em conhecer esse case de perto. Já acompanhava o trabalho deles, há alguns anos, via redes sociais e achava INCRÍVEL.

Tive a oportunidade de entrevistar Ernani Gouvea, educador e co-fundador da Gastromotiva. Uma OSCIP que nasceu do sonho de dar acesso.

“Gastromotiva é inclusão social por meio da gastronomia”

É fascinante ver como gastronomia, ensino e inclusão, podem juntas transformar a vida de tantas pessoas. 
(Confere a entrevista com Ernani nesse vídeo)

“O milagre de fazer mais com menos”

No documentário “Cooked”, Michael Pollan, usou a frase acima para falar do processo de fazer pão. No dia em que fui gravar essa entrevista, os alunos da Gastromotiva estavam se preparando para um teste do módulo de Panificação do curso.

Na minha visão de mera expectadora, não poderia existir metáfora melhor para explicar a Gastromotiva, do que o processo de fazer pão.

Na sua forma mais tradicional e simples, o pão leva apenas 3 ingredientes (sal, água e farinha), mas é capaz de multiplicar o tamanho e ser alimento. O que esse curso faz com os alunos é mais ou menos isso, entrega a eles os conhecimentos básicos da gastronomia, para que eles possam multiplicar seus talentos e oportunidades.

“A gente não quer ser só mais um curso na vida dessas pessoas”

Em 2006, Ernani Gouveia(Educador) e David Hertz (Chef de cozinha) criaram um curso de gastronomia para pessoas de baixa renda. Começaram com uma turma de 6 alunos, em uma cozinha doméstica. Depois de algum tempo conseguiram a parceria com a Universidade Anhembi-Morumbi.

A motivação deles foi “trazer acessibilidade ao ensino de gastronomia para pessoas que não poderiam pagar pelo curso”.

O curso dura três meses e meio, onde os alunos aprendem a base da gastronomia, desenvolvimento humano, postura profissional e eco gastronomia.

Ernani e alunos da Gastromotiva

É financiado por várias organizações e empresas. A universidade oferece o espaço; fundações e institutos doam recursos financeiros; e empresas do setor alimentício também são financiadoras. No fim do curso, os alunos tem a oportunidade, por meio de uma feira, de entrarem em contato com o mercado de trabalho e sair da formação já empregados.

“O pontapé inicial é fundamental.”

Até o final de 2017, serão em torno de 3000 alunos formados. O número de profissionais absorvidos pelo mercado é de 75%.

O Gastromotiva tem núcleos em São Paulo (2006), Rio (2010), Curitiba (2016) e Cidade do México (2016).

“O que me faz levantar da cama todo dia e vir para esse trabalho, é acreditar no talento pessoal que cada um traz, independente da sua condição econômica.”
 (Gouveia, Ernani. 2017)

_________________________________________________________________

ps1. Sim, vai ter uma parte 2 para contar a história na visão dos alunos. :)
ps2. Mais do Gastromotiva aqui: http://www.gastromotiva.org/pb/
ps3. Acompanhe também pelo Facebook