Dia 21/10/2015, o dia que percebemos que Marty McFly foi embora!

Na história completa do diretor Robert Zemeckis o adolescente Marty McFly (Michael J. Fox) e o cientista Emmett “Doc” Brown (Christopher Lloyd), claramente baseado no estereótipo passado de cientista maluco, fariam primeiro uma viagem ao passado. Já no segundo filme, a dupla — juntamente com Jennifer (Elisabeth Shue), namorada de McFly — viaja para o futuro para impedir que a família de Marty entre em ruína. Imagine só, eles desembarcariam no terceiro milênio no dia 21 de outubro de 2015 e encontrariam carros voadores

Parafraseando o funk da Ludmila, pergunto: é hoje?

Não é hoje! O futuro ainda está por vir!

Então, onde estão os carros voadores? Onde está McFly? Cadê o skate sem rodas que flutua no ar?

Aonde foi parar nosso futuro?

Na hipótese de que a franquia fosse uma “história baseada em fatos reais”, nem você, nem tampouco McFly ficariam, ao menos no Brasil. O próprio roteirista Bob Gale disse:

“Nós sabíamos que não haveriam carros voadores no ano de 2015, mas meu Deus, nós tinhamos de tê-los no nosso filme”

A verdade é que protagonista pode ter atolado, desistido ou mesmo retornado e se trancado num quarto com uma garrafa de whisk nos seus confortáveis e inesquecíveis anos 80 ao som de “Love of My Life”.

Não venham me falar de tecnologia como uma prova do avanço, afinal a prova mais cabal que estamos numa sociedade atrasada tecnologicamente pelas nossas projeções daquela década são os nossos atuais meios de transporte tentando se locomover nas ruas entupidas de carros iguais aos do século passado.

Andávamos como se estivéssemos contracenando no filme “Embalos de sábado à noite”, mas cheios de sonhos e respeito àquele milênio que já surgia no horizonte e nos ameaçava com o fim do mundo e o famoso bug dos calendários.

Mas porque McFly ficaria?

Se você estivesse numa época em que Rod Stewart, A-ha, Guns, Madonna, Michael Jackson tocavam nas suas estações de rádio, você viria para ouvir Justin Bieber, Rihanna, Selena Gomez?

Lembra das novelas “A Gata Comeu”, “Roque Santeiro”, “Vale tudo”, entre outras?

Foto histórica: um golaçõ de Bebeto na copa América contra a Argentina.

No Brasil, 1989 ainda é o futuro que a gente deseja!

Copa América de 1989, a torcida clamava pelo atacante do Bahia chamado Charles que acabara de ser campeão brasileiro. Mas Lazaroni, teimoso, como todo técnico depois de Telê Santana deveria ser, cortou o queridinho da torcida e escalou Bebeto e Romário.

O resultado? Um passeio na nossa rival preferida, a Argentina com Maradona e tudo, com direito voleio sensacional de Bebeto. Depois a conquista regada a lembranças insistentes do Maracanazo, que até pouco tempo eram os únicos alentos dos Uruguaios contra uma seleção que, 5 anos mais tarde, seria campeã do mundo!

Mas não é apenas a seleção brasileira, as músicas ou tampouco as novelas que fazem os anos 80 e os anos 90 aparentar um futuro que a gente precisa HOJE!

  • Os ridículos pedidos de intervenção militar;
  • A incrível mania de comprar bugigangas do Brasileiro, fazem da Miami o Paraguai dos anos 80;
  • O ódio interminável aos diferentes ressuscitando um movimento aparentemente morto como os Skin heads;
  • A corrupção pequena, média e grande que ainda assola o povo desde os Anões do Orçamento.
  • No Brasil, ainda fazemos negócios “a la anos 80”, pois enquanto nos EUA as empresas aumentarão em 80% os investimentos no Marketing Digital, aqui ainda nos contentamos como o maior investidor do setor na América Latina. Apesar de investir apenas 15% mais que o ano passado, no continente, injetamos mais que o triplo que o segundo colocado, o México.
  • A Coca-cola ainda é líder do mercado. Apesar de toda informação disponível na internet de que refrigerante faz MUITO MAL ao organismo.
  • Até nas estatísticas ruins, estamos sempre atrás dos americanos: o Brasil está cada dia mais gordo, metade da população está com excesso de peso.
  • O carro, praticamente o mesmo meio de transporte com as mesmas funções básicas de 1989, produto de da indústria com uma das maiores margem de lucros praticadas, ainda é o sonho de consumo dos brasileiros.
  • Se estamos no futuro, porque AINDA precisamos separar homem de mulher no metrô?
  • Um dos países com os juros mais altos do mundo.
  • A justiça ainda está discutindo o calote das poupanças.
  • Eduardo Cunha, Fernando Collor, Renan Calheiros e Sarney ainda são políticos!
  • Enquanto em 1980 discutíamos a grande adoção das pílulas anticoncepcionais, o congresso estuda proibir o uso das pílulas do dia seguinte.

Se você fosse McFly, não voltaria?

A não ser pela troca da TV pelo Facebook, Diskman pelo Mp3Player, do Telefone fixo pelo celular e do Fusca pelo Up, é bem provável que Mcfly tenha visitado o Brasil, aberto os jornais numa banca que sobrevive de forma inacreditável num mundo digital, comprado um Whisk envelhecido e retornado com sua — ainda bela — namorada a 1989 para viver feliz para sempre!

Então, se esse não é o futuro, a culpa é de quem?

Se você acha que eu vou chegar ao fim desse texto para reclamar dos políticos das pessoas, da vida, do vizinho ou do trânsito, você está enganado! Quem construiu esse presente fui eu! E se você já tinha idade para saber que precisava se dedicar mais às aulas, em 1989, vem aqui me dar um abraço de culpado!

Apesar do filme ser ótimo, e de estarmos com a esperança gasta, a viagem a um ponto futuro ainda depende de decisões internas, de hábitos mais consistentes e objetivos mais claros. Aqui no Marketing Jurídico, eu escrevi sobre o pequeno hábito que muda tudo para o advogado, mas serve para todo mundo! TODO MUNDO mesmo, até para você que ainda é um pré-adolescente e nunca ouviu falar desse filme antigo!

Faça acontecer! Se o futuro não chegou para você também e se você continua reclamando, pare de perder tempo com filmes e participe de um grupo que vai te ajudar a crescer como pessoa e contribua para um mundo melhor.

Quem sabe daqui a um ano não você possa comemorar um 21/10 diferente? A viagem é longa, mas é preciso embarcar HOJE!

E que fique oficializado o 21 de Outubro como o dia internacional em que procuramos o futuro nas nossas vidas!

Para qual futuro você vai viajar?

A você que leu esse texto até o final, deixe-me apresentar: sou sócio proprietário do Marketing Jurídico e da Candango Digital. Aqui escrevo sobre tudo, mas se você é advogado ou tem algum negócio que usa a internet ou quer usá-la, entre em contato comigo para descobrir como posso te ajudar.

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