Vitimismo na advocacia: que o lado negro da força não esteja com você em 2016.

Os últimos dias do ano era para ser de festa, de desejar coisas boas para nossos amigos, relembrar as conquistas, reviver memórias boas e anotar as lições das ruins, planejar seu Dezembro de 2016.

O Facebook ajuda: os apps de terceiros, as retrospectivas dão um ar saudoso aos dias que antecedem aqueles que cozinham as promessas para deixá-las prontas para o ano novo que se aproxima. O contato com os ex-clientes e futuros clientes deixa um ar desprovido de venda, mas com oportunidades de relacionamento. E aqui você tem a chance de mostrar a parceiros e clientes que se preocupa com o bem estar de todo mundo, implementando estratégias alinhadas com o empoderamento do consumidor.

Mas muitos advogados (e empreendedores também) preferem espalhar notícias sobre crise econômica, sobre os problemas políticos, despejam energia e tempo em discussões intermináveis nas redes sociais sobre tudo, menos sobre soluções pro ano que se inicia.

São vídeos amargos e reforçando o coitadismo do empresário brasileiro: “ó céus, ó vida…”

Alguma coisa aconteceu conosco: viramos jovens velhos resmungões?

Os números não mentem (e não resmungam)

Enquanto vocês passaram o ano inteiro espalhando notícias ruins, colocando as desculpas do seu faturamento baixo nas “políticas populistas” do nosso governo, nas restrições da OAB, quase 30 bilhões de reais circularam pela internet!

Talvez seja preciso repetir: 30 bilhões de reais foram captados por pessoas que criaram um novo modelo de negócios, uma nova estratégia, um novo mundo, onde novas ações precisaram ser feitas e novos investimentos.

Tem mais estatísticas interessantes:

  • 75% dos brasileiros acessam o Facebook ao menos uma vez por dia.
  • 72% discutem sobre mercadorias e serviços nas redes sociais antes de fechar.
  • 35% dos entrevistados que não sabiam da possibilidade de comprar pelo Facebook.

Com esses números, o mercado online virará o ano 26% maior em termos financeiros, enquanto os serviços e comércio tradicional acumula prejuízos consecutivos.

Estamos falando apenas de compras efetuadas no meio online, mas o o ecommerce não se resume a compras online. Todas estratégias para trazer o cliente para o estabelecimento físico é e-commerce e, muito provavelmente este número não estava nas estatísticas, afinal se tomarmos os valores nominais de compras o ano inteiro, eles chegaram a bater 2014 em 1,7% e mais de 30.000 carteiras assinadas no setor.

Então não existe crise?

Claro que existe. Mas o fato é que toda crise traz em si desafios e oportunidade de inovação, na mesma medida. Os veículos fazem o papel de informar - nem sempre, mas tudo bem. E você? Qual seu compromisso consigo mesmo?

Muda o disco, DJ!

O empreendedor fora do âmbito jurídico é mais vacinado. Por ter mais estrada na própria reinvenção, ele tem a clareza que crises vêm e vão. Eles estão certos, o movimento de evolução e retração do mercado é normal e enquanto muita gente chora, outros vendem lenço — com perdão do clichê!

Antes de continuar, queria fazer um pedido ao advogado moderno: saia dos tribunais e dos escritórios rígidos. Respire o ar do SEBRAE, das encubadoras, dessa gente que não reclama, pois não há tempo para ler jornais.

O profissional do Direito precisa, URGENTEMENTE, conviver com mais com tipos mais dinâmicos e mudar o mindset.

Ao longo desse ano passado no trabalho de Consultoria de Marketing Jurídico, percebi todas as desculpas possíveis nos fóruns de direito que acompanho:

  • “…será que Marketing Jurídico dá certo? E se der errado?”
  • “…é muito advogado no mercado, não tem vaga para todo mundo…”
  • “…advogados que minimizam o valor dos honorários envergonham nossa profissão…”
  • “…por qual motivo a OAB não pune os sites que minimizam nossos honorários?…”

Estamos todos viciados em reclamar? Em focar no erro? Será que não enxergamos um mercado imenso quando nossos colegas insistem em lamentar o tempo todo ou clamar por terceiros para resolver problemas de mercado? Será que não enxergamos o óbvio?

Eu vou ser bem claro com vocês e sem papas na língua: a crise é tempo de roubar os clientes dos dramáticos! É tempo de atender bem, de investir e sair na frente de todo mercado, porque você sabe que, uma hora, tudo vai mudar!

Preocupar-se com a concorrência e com os antiéticos talvez seja até saudável sim, mas com a mesma prioridade você deveria trabalhar para valorizar seus serviços e, quem sabe, não se preocupar tanto com tudo isso!

Quem segue tendência está sempre atrasado!

É preciso parar de reclamar, mas não é só isso! A resiliência sozinha é facilmente confundida com a preguiça. E se você tem ambição, não pode sentar e esperar tudo mudar: é preciso ir à luta, mudar a forma de pensar e parar de apenas surfar na onda do mercado ou esse tal mercado vai te engolir. Quem segue tendências está atrasado e, no mundo atual, é preciso antecipar tendências!

O advogado apaixonado precisa fazer algo por si, pela sua satisfação profissional. E essa coisa não é reclamar!

Para encerrar, uma palavra de mindset

Conrado Adolpho, um dos meus mestres do Marketing Digital, gosta de separar os tipos de pessoas: as que lidariam bem com o fracasso e a instabilidade do empreendedor e aquelas que não detestariam lidar com isso. Para Conrado, o fracasso é algo natural — apesar de passageiro — para empreendedores. Ele diz: “você empreende até dar certo”!

Sim, parece frase feita, parece um clichê dessas páginas baratas de empreendedorismo, e talvez seja, mas nunca foi tão claro: você precisa estar ciente que vai errar, mas precisa fazer!

Isso não é focar no pessimismo, mas estar ciente que tudo pode dar errado e se sua intenção é apenas a segurança e se não será divertido contar pros seus netinhos o quanto você gastou e tropeçou para tentar escrever seu nome nessa vida, eu sugiro que você se inscreva agora num concurso público.

As pessoas que compartilham notícias ruins estão tentando se proteger e te proteger também. O que poderia ser bom, mas no fundo o problema está na sua cabeça: “que tipo de risco você pretende correr?”

A sua margem de risco nunca é igual a do seu amigo, portanto é preciso ter tal decisão clara na sua cabeça. Ouça você mesmo um recado (áudio) que ele gravou a sete meses atrás e que eu continuo recomendando:

"Quero montar meu negócio, mas estou com medo"

É preciso enfrentar a seguinte situação: tem gente ganhando dinheiro na crise. Por que você não?

Pare de reclamar e encontre uma solução!

Feliz ano novo!