Tecnologia a serviço do crime

por Léo Rozental e Suellen Jacques

O rapper Criolo sempre se expressou sobre a realidade da comunidade de onde nasceu, o Bairro do Grajauex na grande São Paulo. E em um trabalho de 2013, produziu um vídeo clipe que cria um cenário da comunidade em um futuro não muito distante, em 2044. Com exceção da tecnologia, o contexto social não mudaria muita coisa.

(Cenas do clipe “Duas de Cinco + Cóccix-ência” de Criolo)

O vídeo clipe demonstra um pouco de como é esse ambiente em 2044. Com drones sobrevoando (pra não dizer vigiando) a comunidade, carros voadores, celulares avançados. No entanto, podemos ver muita mediocridade na vida dos jovens do gueto, que se mostram insatisfeitos com esse panorama e acabam recorrendo ao crime, com auxílio da tecnologia.

Sendo assim, podemos ver um grupo de jovens , que são personagens do filme, recorrendo a uma impressora 3D, para criarem uma arma no intuito de assaltar os “playboys” da cidade. E como nos dias atuais, acabam se envolvendo com gente perigosa nesse trâmite.

Depois de assaltarem e demonstrarem seu ódio contra a desigualdade social no país, os jovens se mostram sem rumo. Veem seus amigos morrerem e não têm base familiar. Afundados na tristeza, se encontram refém da realidade da violência no qual sobrevivem, e buscam auxílio nas drogas, que no contexto de 2044 é altamente desenvolvida e capaz de levar a morte súbita.

(Videoclipe Criolo — “Duas de Cinco + Cóccix-ência”/Youtube)
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