O corpo é um lugar no mapa

Tem muito de nós no que a gente não vê, tem no nosso modo de pentear o cabelo, de escolher a salada do subway, de elencar o álbum do ano ou definir de qual lado prefere deitar na cama. Se encontra em nós, muito da gente, do que nem sabemos que nos pertence -aquilo que não dizemos em voz alta-. Uma imensa parte de nós, reverbera em quem amamos, ou até em quem deixamos ir, por puro desdém. Tem um corpo que é lugar do nosso ser e é bobagem achar que não somos ninguém nesse mapa imenso.

Há uma imensidão de encontros nossos, com nós mesmos e tudo que precisamos é deixar com que a ponte de dentro da gente, seja construída infindavelmente. Você pode desacreditar do cenário político, desmotivar-se das aulas de história contemporânea ou descrer do preço do xerox, mas não desanima do teu lugar mais verdadeiro do mundo: você.

Foi muito duro existir e sentir recair sobre si, o peso de ser quem és, continue, você pode estar vendo apenas um imenso e vazio oceano, mas, em breve aportarás no cais.

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