Eta Carinae (1996)

Eta Carinae, não se apague

São exatamente 1:37 da manhã, e cá estou eu, aqui, de novo, olhando para esta tela branca, que ofusca meus olhos, com essa insistente barra piscando, tentando puxar algo de dentro de mim para escrever, mas, suponho que um dos sentimentos mais difíceis de se expressar, seja o vazio. Não há o que falar, quando nada se sente, ou melhor, quando se sente tanto que, por vezes, parece que nossa alma congela — e que nossos pensamentos explodem no espaço, tornando-se nada além de poeira estelar. Li uma vez, em algum lugar, não lembro — possivelmente no Tumblr — , que as estrelas que avistamos no céu, estão todas mortas. É um pouco depressivo pensar que isto seja verdade; mas, certamente, é algo que tem sido objeto de grande inspiração para muitos poetas ao longo dos séculos. Eta Carinae, que o diga. Ela tem sido observada há mais de 200 anos. Os astrônomos já anunciaram o seu fim; é apenas uma questão de tempo. Assim como as estrelas, nós também, temos nosso prazo de expiração neste imenso universo, que nos abriga. Um dia nós iremos nos apagar, bem como os astros no espaço. E nada, irá restar de nós, a não ser uma suave lembrança, que o tempo se encarregará de desvanecer, também. Tudo dissipa-se. E com nós, meros mortais, não seria diferente. A inexorável chegada do esquecimento é nossa sina neste mundo. Cabe a nós, tentar fazer com que a nossa passagem pelo cosmo, seja algo que irradie luz a todos para que, pelo menos, sejamos apontados como aquelas estrelas morrendo no céu. Se isso acontecer, já terá valido muito a pena ter estado aqui.


Clique aqui, para ler um pouco mais sobre a fascinante estrela Eta Carinae.
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