Desculpe o transtorno, mas preciso falar sobre o Denis
Eu o conheci quando ainda era horário de verão, mas ele me notou antes que eu pudesse nota-lo. Mas está tudo bem, isso não interfere muita coisa, acho que se ele não tivesse tido interesse primeiro, não ficaríamos juntos de qualquer forma.
No primeiro dia da volta do horário de verão, foi quando começamos a conversar. Ele achava que estava atrasado, e aquele sorriso lindo e tímido, conversando comigo. Talvez pudesse ser amor a primeira vista para mim, mas pelo visto, só foi pra ele.
Mas foi quando o “like” em Lotus Flower apareceu que as coisas ficaram mais interessantes. Desde então, eu comecei a cair por ele da mesma forma que ele caía suavemente por mim. Mas eu não sabia, nem de mim e muito menos dele, pois ele sabia esconder muito bem.
Fomos amigos, depois melhores amigos, por fim namorados. E ainda continuamos da mesma forma.
Me apaixonei por ele aos poucos, todo dia um pouquinho, e continuo me apaixonando até hoje.
Não temos pretensão de ter filhos por enquanto, mas se vier quando estivermos estáveis, será bem-vindo. E apesar de parecer estranho, eu gostaria que um pedacinho dele me acompanhasse e espalhasse nossos genes somados pelo mundo.
Quero fazer filmes com ele, compor para ele, viver com ele. É incrível que dos meus cinco lugares favoritos, três foram ele quem me mostrou, e os outros dois com ele que eu descobri.
Das cinco músicas que eu mais gosto, três delas foi ele quem me mostrou, e as outras duas tem a ver com a gente e falam por si só.
Ele me ensinou a gostar de Supercombo, Tame Impala, Pink Floyd, Criolo e até Racionais. Ele fez o impossível, que foi me arrastar para um show do Mano Brown no Ibirapuera (que se tornou um lugar muito querido para mim).
Minha primeira balada foi com ele, minha primeira ida na virada cultural, foi com ele, minha primeira noite virada pra beber, foi com ele. A primeira interpretação de mapa astral que eu fiz em toda a minha vida, foi pra ele. A minha primeira dança decente, foi com ele. E ele foi a primeira pessoa que me viu realmente bêbada.
Ele me tirou para dançar, creio que fui a única que teve o privilégio. Ele me tirou para dançar e soube me guiar sem me machucar. Ele soube o que dizer, o que fazer, e soube me amarrar. Não sei se foi macumba da boa ou se ele estava muito louco de maconha para se apaixonar por mim, mas eu tenho certeza de que agora não tem mais volta.
Eu quem o pedi em namoro, e quando ele disse sim, eu soube... era ele.
E tudo se tornou a maior calmaria já vista no meu mundo caótico, sem vida ou liberdade.
P.S.: Por ele eu sairia do cinema todas as vezes pela saída de emergência, só pra vê-lo rir como riu aquela vez que o óculos dele caiu no chão e ele não pode me avisar que a saída era virando a direita, e não indo reto. Por ele eu assopraria todas as garrafas, só pra vê-lo sorrir. E nada, nada se compara ao olhar sorridente que ele me dá quando olha nos meus olhos e diz que me ama. Não tem preço, não tem palavra que descreva, não tem nada que possa traduzir a felicidade que sinto. Então, me desculpem pelo transtorno, mas eu precisava contar ao mundo o quanto eu amo esse garoto que sempre dizia que não misturaria faculdade com namoro. E olha só no que deu...