pensei em você.

fiz uma porção rimas pobres mentalmente, ao mesmo tempo em que criava diálogos que nunca existiram.

ria alto enquanto dirigia, mas meu semblante mudou minutos depois quando nesses diálogos imaginários você não me dava uma razão plausível que justificasse essa distância entre nós.

nesse pequeno trajeto, entre frases enraivecidas, risos e ansiedade, pensei sobre como ser uma pessoa essencialmente boa não significa fazer o bem [a algo ou alguém].

me passou pela cabeça que talvez esse sentimento tenha se tornado uma teima, que eu quero teimar. quero provar a mim mesma que o que sinto é real e factível.

por outro lado, também me ocorreu que você — apesar de todos os atributos de generosidade, carinho, afeto e humildade — por melhor que seja, não me faz bem. não me ajuda a crescer, não me ajuda a cultivar dentro de mim aquilo em que eu mais acredito.

10 minutos em um trajeto me levaram a pensamentos a longo, médio e curto prazo. recuei e me agarrei à carcaça de durona. tava doente, me mediquei e dormi o mais rápido possível pra pensar menos em você. pra pensar menos.

porque deixar de pensar tem sido impossível, apesar do esforço diário. mesmo quando estou com outras pessoas, não deixo de lembrar de você e de como me sinto com a sua presença.

isso faz mal ou isso me faz bem? por que esse tipo de pensamento não passa pela minha cabeça na sua presença? por que o depois é tão angustiante assim?

por que logo você?

por que logo eu?

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