Como fazer as Suturas descontínuas?

Aprender os atos cirúrgicos é um dos momentos mais esperados durante toda a faculdade de medicina e quando este instante chega, junto com a ansiedade, com a euforia e com o entusiasmo também chegam as dúvidas. Mas não se desespere! Com estas dicas e com a sua prática, você estará apto a fazer os procedimentos na hora certa.

Mas o que são os suturas descontínuas?

Nas suturas descontínuas, cada nó é uma entidade separada e o rompimento de um ponto não envolve a estrutura dos outros!!!

Os nós são atados e os fios cortados após uma ou duas passagens através dos tecidos.

Qual é a diferença de descontínuo para contínuo?

Na sutura contínua, normalmente, são feitos dois nós, o fio passa inteiro por toda a ferida cirúrgica. Já na sutura descontínua é feito um ponto, corta a sobra do fio e depois faz outros.

Momento Extra!!

CUIDADO na confecção dos nós! Tracione os terminais apenas o suficiente para a adequada aproximação das bordas da ferida!! Assim, vai evitar isquemia. Se apertar demais os pontos, vai comprimir os vasos, causando isquemia e necrose.

Exemplo de sutura descontínua:

· Sutura descontínua Simples:

ONDE USAR?

- É amplamente utilizado na rafia da pele e tecido celular subcutâneo , bem como na aproximação de estruturas internas como fáscias e músculos.

-É a mais usada nas unidades de emergência, por ser rápida e fácil de fazer.

O QUE DEVO SABER ANTES DE FAZER?

  • A agulha atravessa 0,5 cm através da borda incisada (IMPORTANTE RESPEITAR ESSA DISTÂNCIA ENTRE A MARGEM LIVRE E O PONTO ONDE A AGULHA TRANSFIXA A PELE, BUSCANDO TAMBÉM MANTER UM INTERVALO DE CERCA DE 1 CM ENTRE UM PONTO E OUTRO) deixa esse espaço entre um tecido e outro para não necrosar.
  • O nó deve ficar fora da linha de incisão, lateralizado.
  • A incisão sempre começa da direita para esquerda ou distal para proximal.
  • Sua colocação deve aproximas as bordas da feria com idêntica altura, evertendo-as discretamente com a mínima tensão.

COMO FAZER?

  • Segurar o porta-agulha na mão dominante em um ângulo de 90 graus.
  • Na mão não dominante, segurar uma pinça como uma caneta. Em seguida, everter, gentilmente, a borda da ferida sem comprimir muito o tecido.
  • Com o movimento de pronação do punho, inserir a agulha na pele em um ângulo de 90 graus.
  • Realizar a supinação do punho para transfixar a agulha em um trajeto curvilíneo através da derme e do tecido subcutâneo.
  • Quando chegar ao centro da ferida, fixar a ponta da agulha com a pinça temporariamente, para montar a agulha no porta-agulha antes de completar a outra metade da ferida.
  • Everter o bordo oposto da ferida e transfixar a agulha com o movimento de supinação do punho, iniciando nos planos mais profundos do centro da ferida até a exteriorização da agulha na pele.
  • Puxar o fio de sutura, deixando 3 cm de cauda no orifício de entrada.
  • Confeccionar o nó de cirurgião, seguido por mais 2 nós simples.
  • ATENÇÃO!! Puxar o nó para um lado da ferida, de modo que este não fique sobre os bordos colapsados. Pois, isto impede que o nó seja incorporado ao coágulo que se forma durante a cicatrização, facilitando a retirada da sutura.
  • Cortar o fio deixando caudas de proximadamente 1 cm.

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Thainá Lins

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