Tipos de Choque: Aprenda a diferenciá-los de vez!
O choque é um estado de extrema gravidade que coloca em risco a vida do paciente. Sendo que, pode matar o doente na cena, no pronto-socorro, no centro cirúrgico ou na unidade de terapia intensiva.
O choque é um estado de hipoperfusão celular generalizada, no qual, a liberação de oxigênio no nível celular é inadequada para atender às necessidades metabólicas. Portanto, medidas urgentes precisam ser tomadas para evitar a falência circulatória. Mas, para isso, você precisa reconhecer o tipo de choque e qual conduta seguir. Fique despreocupado! Você aprende tudo nesse post!

· Choque Hemorrágico:

É causada pela perda volêmica de sangue. Sendo que, a hemorragia é a causa mais comum de choque no doente traumatizado.
Como identificar o choque hemorrágico?
O choque hemorrágico é dividido em tipos, dependendo da volume sanguíneo perdido. Cada classe possui suas características e sua conduta. Observe:

Então as características desse tipo de choque são: Taquicardia, hipotensão arterial e taquipneia.
Também existe características como: palidez, hipotermia e ansiedade.
Se você quer saber o motivo das características, leia este parágrafo:
Quando há perda de sangue da circulação, o coração é estimulado a aumentar o débito cardíaco, elevando a frequência e a força de contração. Isto é causado pela liberação de adrenalina pelas adrenais. O sistema nervoso simpático libera noradrenalina, desencadeando a constrição dos vasos sanguíneos para reduzir o tamanho do compartimento e torná-lo mais proporcional ao volume restante de fluido. A vasoconstrição leva ao fechamento dos capilares periféricos, reduzindo a distribuição de oxigênio e forçando, em nível celular, a transição do metabolismo aeróbico ao anaeróbico.
Observe que a conduta é, inicialmente, o uso de cristaloides aquecidos, entretanto, quando a perda sanguínea é muito grande, a conduta é a reposição sanguínea.
IMPORTANTE: Todo paciente de trauma, taquicárdico, com hipotermia e pressão baixa está em choque hemorrágico até que se prove o contrário. Ou seja, a conduta inicial deve ser para choque hemorrágico.
· Choque Cardiogênico:

Pode ser definido como uma incapacidade do coração bombear uma quantidade adequada de sangue para os órgãos nobres.
Então consegue imaginar o que pode acontecer?? Olhe as características, mas tente entendê-las através da frase ‘’bombeia pouco sangue’’
Como identificar o choque cardiogênico?
O diagnóstico clínico é feito na presença de hipotensão arterial (pressão arterial sistólica inferior a 90mmHg ou 30mmHg abaixo do valor basal) associada a sinais de hipoperfusão tissular, tais como oligúria, alteração do nível de consciência, cianose, extremidades frias e úmidas.
NOSSA! NÃO SEI COMO DIFERENCIAR ENTRE O CHOQUE HEMORRÁGICO!
A persistência do estado de choque após a correção de fatores miocárdicos e sistêmicos como hipoxemia, arritmias, hipovolemia, distúrbios do equilíbrio ácido-base e eletrolíticos corroboram para o diagnóstico de choque cardiogênico.
· Choque Neurogênico:

É decorrente de uma lesão medular. Consequentemente, leva à perda do tônus simpático, interrompendo o estímulo vasomotor, ocasionando intensa vasodilatação periférica e, subsequente, uma diminuição do retorno venoso com queda do débito cardíaco.
Como reconhecer o choque cardiogênico?
O quadro clássico do choque neurogênico é hipotensão e bradicardia (Pensa que como leva a perda do simpático, então o parassimpático exacerba, então vai ter bradicardia).
Os doentes portadores de trauma medular frequentemente têm trauma concomitante no tronco; por isso, doentes com diagnóstico ou suspeita de choque neurogênico devem ser tratados inicialmente como se estivessem hipovolêmicos. O insucesso no restabelecimento da perfusão orgânica com a reposição volêmica sugere a presença de hemorragia contínua ou de choque neurogênico.
Então, quando confirmar o choque neurogênico, a conduta é administrar vasoconstrictores.
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Thainá Lins