Entrevistei um ex-CEO de uma startup parecida com a que eu quero(ia) fazer

Eu tive a oportunidade de participar por 3 semanas em um processo de pré-aceleração, intitulado Founder Institute — um programa com base no Vale do Silício, que busca treinar fundadores para que eles tenham sucesso nas suas empreitadas.

Na semana intitulada Customer Development, que toda start-up conhece, eu tive a oportunidade de receber uma ação/assignment que me pediu para encontrar startups de sucesso e também outras que falharam. O sistema ainda deixou a dica que seria um tanto difícil acharmos startups que falharam e por isso seria interessante buscarmos na rede e tentarmos entrar em contato com ex-fundadores — aquilo ficou na minha mente como uma possível tarefa, no meio de várias outras dicas. Ter lido sobre esta prática foi bom porque o pensamento ficou no “plano de fundo” e contribuiu para o que viria alguns dias depois.

Um belo dia, meu par, colega de turma, me envia uma mensagem dizendo que existia um negócio parecido, na web. Eu fui lá, olhei a apresentação, que era de 2013, e procurei o nome do CEO no site LinkedIn. Na mesma semana, por um acaso, o LinkedIn havia me dado 30 dias de premium. Eu aproveitei a situação e entrei em contato com o tal CEO, que parecia ser, de fato, um ex-CEO porque na sua página ele indicava que havia trabalhado na ideia por um ano.

Expliquei para ele minha situação: que eu era um empreendedor, que encontrei a ideia dele na Internet, que era um tanto relacionada, e que queria saber mais, tipo, se ele levou para frente, se ele matou a ideia, etc. Naquele momento eu tive uma leve sensação que ele responderia . E foi o que aconteceu. Ele respondeu e em 1–2 dias já estávamos no Skype.

Ficamos por 1 hora falando, no Skype, e ele me contou tudo. Como começou, o que era o ideal inicial, o que acabou virando, as situações que ele viveu no mercado, as dificuldades do mercado e do tipo de negócio, as questões que ele viveu com os co-founders dele, como acabou tudo, o que poderia ter sido, dentre outros. Aquele foi um momento único e eu sentí que foi espetacular para mim e também interessante para ele. Ele mesmo comentou que estava muito feliz com o que fiz e agregou dizendo que se ele tivesse feito tal prática ele teria tido mais chances.

Ainda é muito válido dizer que, no caso dele, aconteceu que o negócio dele perdeu fôlego ou energia, dado as condições e oportunidades (talvez melhores) que apareceram na vida dele e do sócio, naquele momento. Nós ainda falamos sobre outras alternativas mas o mais importante desta história é mesmo simplesmente contar que comunicação e colaboração é algo necessário para todos que querem empreender — e sim, existe um mundo querendo colaborar. O que temos que saber é olhar para a matrix correta, ou seja, não nos boicotarmos..