Afinal, quem venceu?

O bonito da vida é que você pode virar o jogo a qualquer momento. Na minha opinião, Dilma venceu, pois não jogou o jogo que queriam. Considero que a palavra honra definiu o julgamento por meio da atitude corajosa de Dilma, resistindo até o fim. São poucas as pessoas que enfrentam seus adversários com honra, para termos uma ideia, apenas gente doida como Jesus, Mahatma Gandhi, Chico Mendes, Dorothy Stang, dentre outros.

Ok, mas ela não lavou essa honra com sangue. Não mesmo? Você prefere ser torturado uma vez ou aos poucos? Essa mulher está sangrando desde antes de eu nascer, nasci no calor das Diretas Já. Ela errou? Sim. Temer também está errando quando retira os nossos direitos, conquistados com muita luta. Eu também erro muito, mas aos 30 e poucos anos, estou me perdoando cada vez mais por não ser perfeita. No entanto, o que me importa não são os erros, mas a nobreza das atitudes que permeiam as situações. Enquanto ela estava repetindo a mesma coisa horas a fio, estávamos sentados no conforto do nosso sofá. Vamos respeitá-la?

Acho interessante que as pessoas que não a respeitam são as mesmas que, por exemplo, não respeitam os outros no trânsito e no dia a dia; praticam corrupções com frequência; desviam dinheiro público; usam mulheres como objeto sexual e/ou como serviçais; chutam, abandonam, atropelam animais; engaiolam passarinhos… logo, são pessoas deste nível. Sei que não se deve generalizar, mas a maioria não possui bom senso e generosidade. Ou seja, merecem desprezo, porque não passam de parasitas da nossa sociedade e, como todo parasita, reproduzem descendentes semelhantes que espalham sua virulência.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.