A publicidade digital só é chata pra quem não sabe o que ela é
Luísa Fedrizzi
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Tua contestação à abordagem do Galli contempla uma certa dissonância cognitiva, um conflito de percepção originado por um raciocínio que ainda considera conceitos importantes da era analógica sobre uma realidade cada vez mais digital. Realidade esta que absorveu, reinterpretou e ressignificou estes mesmos conceitos sobre um novo padrão de comportamento que incorporou de forma disruptiva a tecnologia, sem, no entanto, destruí-los em sua essência. Por mais que estejamos imersos na tentativa insana de entender este processo disruptivo em todos os setores da vida humana, inclusive no marketing e na comunicação, não temos ainda a fórmula acabada do processo. Baby boomers parecem dinossauros perto de milennials e estamos falando de um período de 70 anos, mais 10 anos e os milennials parecerão dinossauros. O que nos autoriza a suprimir todo conhecimento acumulado pela experiência humana só porque avanços tecnológicos nos permitem explorar com empowerment sinérgico os paradigmas “one to one” e “on demand” ? Resumindo, acho que no fundo há pertinência no que Galli aborda no artigo questionado, embora enviesado por um raciocínio que pega uma parte pelo todo, bem como há muita pertinência no seu questionamento que também peca por pegar o todo por uma parte. Parece diálogo de surdos.

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