Gritos de desesperos de uma mente aflita

Durante os dias reflito sobre o que sinto, sento, no ônibus, trem, calçada, pátio, chão. Qualquer lugar que eu possa estar só, onde eu possa escutar só as vozes que gritam dentro de mim.

E que a todo momento me atormentam, porque diante de toda o barulho ao meu redor, ter tempo pra se ouvir, é a coisa mais difícil que há.

Não basta também apenas ouvir, você tem que entender o que si passa, e quando isso acontece, o silêncio se transforma em diversos tipos de armas que te atacam de formas diferentes e deixam suas marcas.
Daí chega o momento em que não tem como mais disfarçar, porque não existe algo que cubra a macha de sangue exposta na nossa fina parede de papel a qual chamamos de pele, que separa o que sentimos e o que iremos traspassar para os que estão fora dela.

Era um turbilhão de sensações passando diante dos meus olhos molhados, que se afogavam em magoas; raiva; medo; rancor e tristezas. E ao mesmo tempo se debruçava com minha alegria, prazer e dos risos fáceis diante de lembranças boas.

No fim, estou eu aqui.

Com essa grande mistura de emoções, nas quais os motivos ainda são um grande mistério à desvendar.

A vida ensina a sermos fortes e ter paciência para descobrir o que realmente acontece, mas a única maneira de fazer isso é da um chance pra você mesmo se ouvir.

Você e seu silêncio.

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