Eu tenho uma certa paranóia com o "pra sempre".

Ele está sempre saindo da nossa boca, mas o que ele realmente significa?
Existe uma coisa tão boa que nos traga a sensação de infinito junto à vontade de que aquilo continue ocorrendo por toda eternidade?
Nossa mente é tão ilimitada ao ponto de saber o que é o "Pra sempre"?
Ele realmente existe?
São perguntas que pairam pela minha cabeça, geralmente durante a madrugada, evitando com que eu durma. A coisa é mais abstrata do que parece.
Simplesmente, quando uma situação chega ao fim, o sentido se perde, deveria ser assim?
Por que damos valor as coisas "eternas" e desvalorizamos as efêmeras?
Com aspas mesmo, pois se nem nós somos eternos, quem dirá nossas presentes realidades. Tento não envolver religião nesse raciocínio, pois a ideia acaba se perdendo e ficando mais confusa.
Mas pense, se cada momento ou situação que por algum segundo você desejou que fossem eternos realmente fossem, como você estaria?
Quem seria hoje?
São duas palavras com o imenso poder de mudança. A verdade é que precisamos adquirir o máximo de experiências possíveis.
Rir, chorar, gritar, lutar, conversar, gargalhar, brincar, cair, levantar, pular, dançar…
Se nos prendêssemos a apenas um momento, um relacionamento, um segundo, onde estaria a graça do novo? Da troca? Do imprevisível? Se nós mesmos estamos mudando a todo segundo.
E esse “pra sempre” está tão presente em nosso vocabulário, até mesmo em canções, apesar disso, não pensamos ao seu respeito.
“O pra sempre sempre acaba”?
É uma pergunta a se fazer. Acho que o questionamento em si, vale mais a pena que sua conclusão. Existem tantos confortos que juramos ser eternos e anos depois nos reprimimos por, se quer, um dia, ter cogitado essa ideia.
Nem mesmo nossas mais fortes opiniões duram tanto tempo, os desejos e vontades mudam, porque NÓS MUDAMOS.
Esperamos que a mudança seja de maneira saudável, mas não podemos prometer nada. O futuro pertence ao seu futuro você.
Não podemos dizer que será sempre a mesma coisa.
E o sempre? O que é o sempre? Somos apenas pontinhos nesse universo. Acreditamos que somos tudo, mas, na verdade, somos o nada. Acreditamos ser infinitos, ser eternos. Quando nem, ao menos, conseguimos visualizar a ideia de tão grande que ela é.
Somos limitados pela nossa própria mente. Onde promessas se desgastam com o tempo. E no fundo, a culpa nem é nossa.