Racismo

Eu não sou chegado em fazer publicações negativas, acho que falar de coisa boas/ruins atrai o mesmo, mas algumas paradas não podem passar em branco*. 
A Beatriz tá na recuperação de inglês e pra ajudar ela a passar de ano eu tive a ideia de estudar/assistir filmes gringos, mas a Netflix bloqueou o acesso, me pedindo pra ir ao banco. A moldura das telas ficaram prontas e pra não zerar meu saldo, eu tive a ideia de já no banco, pedir pra liberar o crédito do cartão. Você pode já imaginar como essa história continua, ela continua como outras infintas histórias parecidas com essas, se repetem.

Em meio a uma série de atribulações pra montar uma exposição eu saí do studio e fui no banco Itaú, resolver todas essas fitas. Como eu previ, a linha de crédito foi negada pela gerente, (talvez pelo país estar nessa crise publicitária filha da puta ou pela minha bermuda estar com uma mancha de tinta ciano, tal qual meu braço ou algum lugar que eu não vi antes de sair) A conta do Netflix foi resolvida (de mintirinha). A gerente fica durante alguns muitos minutos calada teclando e clicando numa plataforma digital em que somente ela e quem desenvolveu conseguem, eu formado design, com alguma experiência em http”S”:// fico aguardando aflito por aquele momento de piquinzes do meu ser implorando pra que ela salve a minha vida, após o ápice ela finge que resolveu e eu fingo que ela não reparou na textura da minha barba /eou o contrate no meu pescoço.
O sufoco aperta quando você tem a obrigação de ajudar sua irmã a passar de ano e entregar a curadoria, todos os trampos certinho. Há quem diga que minha vida é fácil, e é! Difícil é encarar o Racismo nesse lugar tão preto quanto eu, que apesar de sentir, sofro pouco perto de tantos outros 79%. Enxugo as lágrimas e consigo sair pela cruel porta giratória, feliz, tinha um velhinho engraçado falando mal do banco e eu não me senti só, é ruim demais ser tratado mal dentro da marca que movimenta o maior cash do Brasil, pelo simples fato do julgamento negativo. Eu posso não ser o mais bonito dos clientes itaú gold, master, personalité… posso até não parecer Van Gogh, Romero Brito ou sei lá quem, mas não tenho a obrigação de ser tratado mal, mesmo com toda ética e toda convenção de bons-modos criado pelo departamento de RH, sim eu fui tratado mal, quando um problema não é resolvido eu me sinto mal, quando alguém não devolve meus bons dias eu tenho convicção de de que tô sendo tratado mal. Eu sou assim.

Vamos pensar no termo Racismo como um bairro, na rua principal dele tem várias casas* que são os acontecimentos, sacou? Todo mundo que passa por ali vê, tem várias placas, estacionamento. Só que as fábricas de tijolo e cimento ficam nas ruas de trás, elas representam o choque (o momento em que nos sentimos mal) algumas pessoas conseguem ver de longe, mas não chegam até lá, elas acham que não tem nada pra fazer lá, pra que entender? O velhinho no banco por exemplo, ouviu ela falar que não liberava, ele é engrenagem dessa fábrica simplesmente, não fazendo nada. E só lá na ponta dos bairros (nas periferias) tem as casas maiores, pensadas e arquitetadas pelos (gerentes) Os caras que fazerm o bairro se reproduzir de forma sutil, escondida e claro (muito educada) A finesse daquela gerente era

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