Walter e outro incidente extracampo: até quando?
Incidente policial nesta tarde mostra o risco de um clube em contar com o jogador

No fim da tarde desta sexta-feira (31), um fato inesperado aconteceu em Maceió. Atacante do CSA, Walter foi conduzido à Central de Flagrantes, em Maceió, após técnicos da companhia energética relatarem agressão do jogador em seu apartamento, no bairro praiano da Ponta Verde. Segundo informações dos policiais, a equipe da Eletrobrás foi ao local para cortar o fornecimento de energia elétrica debaixo do fato de haver atrasos no pagamento. Walter teria sacado uma arma de brinquedo e os técnicos acionaram a PM.
Ao prestar esclarecimento diante dos agentes públicos, o atacante confirmou o relato dos militares — menos a agressão — e destacou que não tinha o objetivo de assustar.
“O que aconteceu foi um mal-entendido… O cara pensou que eu tinha jurado ele, de alguma forma. Não foi isso o que aconteceu. Quem me conhece, sabe. Foi um momento errado, na hora errada”.
Em nota oficial, o CSA deixou claro que o ocorrido não vai passar despercebido pela diretoria, que agendou uma reunião com Walter e seus representantes quando o clube voltar para Maceió, após o duelo contra o Boa Esporte.
“A direção do Centro Sportivo Alagoano lamenta o ocorrido com o atleta Walter Henrique da Silva, na tarde desta sexta-feira, pela exposição negativa da instituição. O clube informa que não é responsável pelos custos do aluguel dos atletas, tampouco de suas contas pessoais. No momento estamos focados totalmente na partida contra o Boa Esporte, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, que acontece neste sábado, às 21h, no Estádio Dilzon Melo, em Varginha-MG. Na segunda-feira teremos uma reunião com o atleta e seus representantes e tomaremos as devidas providências”.
Qualquer seja a ação dos mandatários azulinos, mais uma vez o jogador está no centro das atenções por algo que acontece fora das quatro linhas. O jogador não entra em campo desde o fim de julho por causa de uma lesão no joelho. Atualmente, encontra-se na fase de transição. A questão é o quanto o jogador dá de retorno aos clubes por onde passou. Os problemas com a balança vieram desde a época que esteve no Porto, em 2011. O CSA é o sétimo clube em sete anos — antes, Goiás, Fluminense, Atlético-PR, Goiás, Atlético-GO e Paysandu. Em todas as equipes, houve algum lampejo, mas o extracampo prevaleceu.
O potencial de Walter é conhecido, principalmente na força que tem nos chutes. Porém, aos 29 anos, pouco foi apresentado em relação ao esperado. O CSA ainda sente a ausência de Michel Douglas. Embora não seja um jogador de extrema habilidade, o centroavante sempre cumpriu bem sua função de pivô e referência no ataque. Após sua ida ao Desportivo das Aves, a carência ainda é notada. E, com a aproximação do Campeonato Brasileiro da Série B, Walter fica cada vez mais descartado como jogador a ser utilizado por Marcelo Cabo.
Surge a questão: qual será o próximo clube a cair na armadilha?
