Devoção, tradição e glórias: Os 108 anos do amor da minha vida.

Tainara Egidio
Sep 2, 2018 · 2 min read

01 de setembro de 1910, Bom Retiro, São Paulo, uma reunião a luz de lampião, de operários e anarquistas que deu origem a um dos grandes amores da minha vida, Sport Club Corinthians Paulista, um time do povo, e para o povo, inspirado no nome do Corinthian Football Club que esteve no país em agosto daquele mesmo ano.

12 de novembro de 1997, ano em que levamos o paulista em cima do São Paulo, uma cidade do interior do estado do Paraná, mais precisamente as 15:50 (uma escorpiana com ascendente em áries já mostrando o quanto eu iria ser intensa ao lidar com meus sentimentos), nesse dia nasce essa que vos fala, filha de um corintiano com uma mãe palmeirense e um avô santista fanático, não a toa que ganhei um uniforme dos santos com poucos dias de vida, o qual meu pai recusou e bateu no peito pra dizer “minha filha nasceu corinthiana”, assim fui criada.

Me lembro do mundial de 2000 bem vagamente, da copa do Brasil de 2002, do brasileiro de 2005, o nosso tetra, do 2 de dezembro de 2007, a primeira vez que vi meu pai chorar em um jogo, seu Roberto sempre foi muito forte com as lágrimas, eu vivi os dias ruins sem hesitar abandonar o meu timão, mas também vivi as glórias, desde o titulo da série B, vi o seu Adenor ajudar a concretizar nossa tão sonhada libertadores, aquele jogo com o Boca é inesquecível, vi o nosso mundial e todos os nossos outros títulos, hoje dia 01 de setembro de 2018, 118 anos de time, sofri com um jogo com o Galo e ainda não estou recuperada da tristeza de quarta feira com a eliminação da libertadores, é fato que vivemos dias ruins, o desmanche, uma diretoria lamentável, as dívidas tudo isso em um cenário de crise no país.

Como historiadora vejo o presente do time com otimismo, afinal como meu pai sempre fala “se não for sofrido não é corinthians” e enxergo o passado com orgulho de torcer pro time do povo, o time da Democracia Corinthiana, um time de Dr. Sócrates, de Marcelinho, de Neto, Basílio, Casagrande, Ronaldo, Tevez, Tite, Cássio, time das toda poderosas corinthianas, Elis Regina, de Luiz Inácio Lula da Silva, do bando de louco, de Roberto a.k.a meu pai e de Tainara.

“O CORINTHIANS VAI SER O TIME DO POVO E O POVO É QUEM VAI FAZER O TIME”

Miguel Battaglia

    Tainara Egidio

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    historiadora, corinthiana e impulsiva, escrevendo para ninguém ler.

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