Aquela velha história

Sabe quando parece que a vida não anda? Ah, claro que sabe. O tempo passa, coisas acontecem, mas nada realmente tem significado. A mesma rotina, o mesmo dia a dia, sempre a mesma coisa. Tanto esforço, estresse, trabalho e pra quê? Morrer no final? Estamos mesmo fadados a viver no modo automático, indo e vindo sem saber por onde? Você sente que nada relevante acontece, tem vontade de simplesmente deitar e esperar a morte chegar. Mais fácil, certo? Se é pra morrermos, por que não logo?

Sabe quando você para e pensa “O que eu estou fazendo da minha vida?” ? Nada tem graça, nada te anima, nada te interessa. Coisas as quais você gosta de fazer já não têm mais a mesma magia, não têm sentido. Tudo é fútil e momentâneo nessa nossa passagem por este plano. (Vai saber se existem outros, não é? Não vamos discutir universos agora.) Ficamos aqui então, vendo a vida passar e se arrastar. Parece que o universo desistiu de nós, e talvez ele esteja certo.

Talvez todos estejamos aqui simplesmente pra seguir padrões, corresponder a expectativas, obedecer regras, ou fazer tudo ao contrário disso no pouco tempo que nos resta. Talvez nosso destino seja a eterna monotonia. A eterna lucidez embriagada em que seguimos, sabendo o que nos aguarda, mas sem saber o que esperar. Seguimos existindo, não vivendo. Apenas indo. Talvez seja melhor desistir de uma vez. Cadê as reviravoltas? Os motivos inesperados pra chorar e sorrir? Cadê a emoção? Não vai mesmo acontecer nada? Ou pelo menos nada de bom?

Ah mas.. é aquela velha história, a vida é uma caixinha de surpresas.

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