O capitalismo se expressa em nós também na nossa busca pelo conhecimento. O conhecimento também pode se tornar um consumo irrefreável. E é uma busca que nunca finda, mas que também nada responde às nossas verdadeiras questões humanas. O capitalismo controla nosso existir, nossa vida, nossas visões, relações, nosso eu. E pra ele nada basta, ele quer existir em todos os níveis inimagináveis. E ele não é mais o que a gente pensa que é, ele é você, sou eu, sempre nas nossas práticas, palavras, pensamentos. Ele se tornou todos nós que não sabemos quem somos fora dele, ainda que achemos o contrário. Nós nos tornamos ele até mesmo na nossa busca em conhecermos a nós mesmos. Sair deste sistema é assumir e renegar tudo o que aprendemos a ser. Quanto livre nós pensamos que somos? Ainda trabalhamos em empregos que não gostamos, ainda nos relacionamos descartando e desumanizando pessoas, ainda usamos sentimentos, felicidade e nosso valor próprio como moeda de troca, ainda usamos nossa vida para dar vida ao que nos mata. Ainda estamos em busca de mais conhecimento, mais entretenimento, mais vida, mais pessoas, mais trabalho, mais dinheiro, mais facilidade, mais felicidade, mais viagens e “viagens”… mais, mais, mais… Repito, quanto livre achamos que somos?

O caminho daquilo que buscamos parece tão longo até a gente descobrir que sempre esteve tão perto. Tão perto…Tão longe… O caminho nunca estará lá fora. Nunca!

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