Mas será que eu posso contar aquele segredo para o meu psicólogo?

Se abrir e revelar não apenas segredos, mas momentos árduos de sua vida, pode ser algo muito difícil de se fazer, ainda mais para uma pessoa relativamente estranha, com quem você teve pouco ou quase nenhum contato e que está lá apenas para lhe escutar.

Dentre os motivos que influenciam nessa dificuldade, que pode resultar no silêncio do paciente, está o medo de que o fato revelado seja repassado para terceiros após a sessão terapêutica. O medo de que o psicólogo possa contar o que você revelou, “fofocar”, ou comentar com alguém na rua e assim — de alguma forma — todos os seus conhecidos ficarem cientes de seus segredos, medos e até mesmo atitudes.

Porém, a fim de acalmar àqueles que querem fazer psicoterapia (ou que estão em processo terapêutico, mas ainda se sentem um pouco retraídos por esse motivo em específico), vale ressaltar que algo muito prezado e seguido pelos psicólogos é o SIGILO PROFISSIONAL.

O que isso quer dizer?

Isso quer dizer que tudo aquilo revelado em ambiente terapêutico será mantido nesse ambiente e não será passado para terceiros, o psicólogo não pode e nem deve contar informações de sua sessão, principalmente informações pessoais do paciente, para ninguém! É preciso existir uma relação de confiabilidade e profissionalismo entre paciente e psicólogo.

Mas, caso você ainda esteja em dúvida, também vale colocar que os psicólogos seguem as normas de um Código de Ética, que prevê esse sigilo, passível de punição caso quebrado!

E naquelas situações em que é preciso?

Bom, situações em que é preciso quebrar o sigilo profissional são bem específicas e devem ser decididas pelo profissional analisando o caso e estudando-o conforme o previsto no Código de Ética, e ainda assim, se verificado tal necessidade, o profissional deve relatar apenas aquilo que é pertinente à quebra de sigilo, sem revelar todo o conteúdo das sessões sem uma necessidade real de o fazer.

Tudo isso para proteger as informações passadas pelo paciente e garantir que a relação entre psicólogo e paciente seja mais saudável e proveitosa, fazendo com que, assim, o paciente possa tirar maior proveito do processo terapêutico para sua vida.

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