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Imagem: Gerd Altmann/Pixabay

Uma das premissas do fact-checking na busca de dados para checar informações é priorizar fontes oficiais. Na verdade, isso é uma máxima da apuração jornalística. E também das recomendações contra a desinformação: vá até a fonte oficial para verificar o que estão dizendo. Mas como checar informações se os dados oficiais nem sempre são confiáveis?

Talvez nunca antes da pandemia do novo coronavírus tenhamos nos questionado tanto sobre isso. …


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Foto: William Iven/Pixabay

Não é de hoje que as etiquetas usadas em conteúdos de fact-checking me despertam reflexões e questionamentos sobre a prática de verificação e seu impacto no debate público. Recentemente, em um treinamento online da Agência Lupa, até a diretora de conteúdo, Natália Leal, que ministrava o curso, deu uma “corneteada”, como se diz aqui no RS. Virei a chata das etiquetas? Ela garantiu que não, no chat da turma. Eu reconheço que sim. Mas episódios recentes me fizeram mudar de ideia sobre a necessidade dessas marcações.

A newsletter do Farol Jornalismo desta semana recuperou uma conversa informal minha com o editor da news, Moreno Osório, em 2018 (edição #188 da NFJ), quando eu estava em pleno desenvolvimento da tese de doutorado — sobre fact-checking. Era um período em que eu me questionava profundamente sobre as “certezas” dos fact-checkers ao etiquetar uma informação. …


Foto: Jacob Wackerhausen/iStock

Esta lista de cuidados contra desinformação sobre coronavírus (e outros temas) já estava em elaboração quando, na semana passada, fact-checkers brasileiros assinaram uma carta conjunta implorando: “Autoridades, parem de distorcer fatos”. Um apelo necessário diante da postura do governo brasileiro, baseada em uma falsa dicotomia entre saúde e economia que só existe na imaginação do presidente, alguns apoiadores e seu exército virtual empenhado em propagar a epidemia das “fake news” pelos grupos e redes digitais, na contramão das medidas defendidas por chefes de Estado do mundo todo contra a pandemia do coronavírus.

Em outra carta, a da editora-chefe do Grupo Matinal, Marcela Donini, as inverdades espalhadas por Osmar Terra, numa cruzada para enfraquecer o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foram desmentidas num interessante exercício de diferenciação entre o que é fato e o que é opinião, que me fez lembrar uma oficina de letramento midiático que ministrei em Pelotas ano passado para um grupo de idosos com ajuda de estudantes de Jornalismo da UFPel. …

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Taís Seibt

Jornalista diplomada, doutora em comunicação, amadora de vôlei e cantora nas horas vagas

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