Aug 28, 2017 · 1 min read
Às vezes sou sofrimento
Não flerte de sentimento
Sou o próprio
Que talha a pele
Que mói os ossos
Às vezes sou devaneio
Voando sem teto ou medo
Sou o próprio
Que falha no ar
Que pensa pensar
Às vezes sou incerto
Como poeta sobre o verso
Sou o próprio
Do inverso
Menos poeta, mais verso
Às vezes sou não ser
Como ideia sem corpo ter
Sou próprio
Da própria palavra
Que precisa ser achada
Por ora lembrança
Sou verve criança
Próprio
Do manter
Ou ter que esquecer
23–01–2016
