Duas coisas que as emissoras de tv brasileiras podem aprender com a Netflix.

O grupo Globosat, a Rede Bandeirantes, a Rede tv e o SBT possuem conteúdo audiovisuais em seus sites, mas diferente da Netflix, que usa os filmes assistidos para fazer recomendações aos usuários, essas empresas descartam grande parte do potencial de transmissão on demand:

1) Dados, comportamento do usuário e recomendação de amigos.

Em tempos onde nossos dados e comportamento são usados para criar anuncios mais inteligentes e segmentados, o Globosat play não aproveita em nada a as informações e a atividade dos usuários. Cada vez que você acessa a ferramenta é como se fosse a primeira.

Não tem o último programa que você assistiu. Não tem o episódio em que você parou. Porque não usar o comportamento do usuário para oferecer uma ferramenta mais inteligente para ele? Internet é segmentação. É personalização.

A Netflix possui uma página inicial diferente para cada usuário, com recomendações pertinentes aos seus gostos e seus conteúdos assistidos, além da possibilidade de fazer recomendação aos amigos e avaliações.

O serviço oferecido pelas operadoras de televisão funcionam apenas como um repositório de vídeos online, onde você pode procurar o programa que você perdeu na televisão. O serviço parece ter sido desenvolvido apenas para quem assistiria o programa na televisão e não conseguiu, negligênciando todos os possíveis espectadores on demand.

2) Spoilers!

Se a internet tivesse uma lista de mandamentos, evitar spoilers desnecessários com certeza estaria nessa lista.

A Netflix revolucionou o consumo de conteúdo ao lançar temporadas inteiras de uma vez só, mas a empresa se comunica com seus espectadores sem dar spoiler de suas produções. Já a band grita spoilers de masterchef de todas as formas possíveis: No final do episódio existe um clip que “mostra” sem o menor suspense como será o próximo programa.

Olha a band gritando Spoilers na nossa cara

Ok, sabemos que reality show tem a pegada real time e a cobertura em tempo real no twitter é incrível, mas quando alguém não consegue assistir ao episódio ao vivo e recorre ao site para encontrar o conteúdo e é assolado de spoilers.

O Conteúdo audiovisual feito para TV ainda é diferente do conteúdo audiovisual feito para streaming, mas por quanto tempo? A popularização de aparelhos que possuem esse recurso é cada vez maior. Quanto tempo vamos demorar para entender que não fazemos mais conteúdo para um tipo de aparelho específico e sim para todos?

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