Duvide do OU

Na última semana, estive empenhado na criação de um novo curso online para o Ninho de Escritores. Inicialmente, percebi duas possibilidades. A primeira é fazê-lo automatizado, sem contato comigo. Pelo que conheço da humanidade, isso significaria que a maior parte das pessoas não faria os exercícios propostos. A segunda possibilidade é a de criar contato direto comigo, o que significaria um aprendizado mais aprofundado porque as pessoas necessariamente fariam os exercícios.

Naveguei esse dilema por alguns dias. Mais ou menos aprendizado? Mais ou menos trabalho pra mim? Mais ou menos dinheiro por hora de trabalho investido?

Quando penso em uma nova experiência de aprendizagem, há pelo menos dois fatores que preciso considerar: o custo e o impacto. Por trás deles, uma premissa: o ideal é causar o máximo impacto com o mínimo custo.

Refletindo sobre o curso, pensei de novo. O contato comigo não é a única maneira de reforçar que as pessoas façam os exercícios. Eu posso criar experiências poderosas que independam da minha atenção caso a caso.

Muitas vezes, paraliso diante de duas escolhas como se elas fossem as únicas possíveis. Geralmente não são. Existem dez mil estratégias possíveis para lidar com cada situação que encontramos na vida. Talvez elas não pareçam evidentes desde o início, mas é para isso que serve a criatividade.


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