pergunta besta

para ler ouvindo High & Dry, do Radiohead

Eu tenho muita certeza que em vários momentos da sua vida você ouviu uma professora ou um instrutor ou até mesmo um guia turístico dizendo que não existe pergunta besta. Mesmo sabendo disso, pouca gente tira aquela dúvida que está morrendo pra saber a resposta, porque a real é que existe muita pergunta besta sim senhor. Mas nem todas.

Aí que eu peguei minha pergunta besta e fiz um texto. Uma pergunta tão besta que parece que nem precisa ser feita, mas que a gente devia se lembrar sempre que sente algo fora do lugar.

Isso ainda faz sentido pra mim?

E a resposta foi tão clara que precisei colocar em palavras, pra mostrar que, apesar de não fazer mais sentido, não quer dizer que nunca tenha significado alguma coisa. Não quer dizer que não doeu.

Gostei tanto do resultado que quis botar aquelas palavrinhas no mundo e saí mandando link por aí. Mas o que eu mais gostei mesmo foram as reações que recebi.

Todo autor de qualquer obra quer ouvir um elogio, entender o que aquilo provocou no outro. E nesses últimos dias eu ouvi várias histórias: tristes, felizes e confusas. E entendi que é porque eu abri um precedente com a minha pergunta besta, e aí mais pessoas sentiram que estavam em um ambiente seguro pra compartilhar a sua pergunta besta também, afinal, alguém ali já tinha feito isso e tava tudo bem.

Só queria dizer que: falem mais. Compartilhem suas perguntas bestas, coloquem pra fora mesmo. As coisas que a gente guarda e não usa juntam poeira e às vezes machucam. Podem ainda atrapalhar a próxima pessoa que entrar ali. Escolha a melhor forma — ou a melhor pessoa — e expresse de alguma maneira. A sua pergunta pode ajudar alguém que tá ali do seu lado querendo a mesma resposta, com o perdão do clichê.

No meu caso, apesar de muitas manifestações que dizem o contrário, eu não acho que foi triste. É que a gente sempre espera que uma história tenha um final feliz, e nessa, particularmente, o meu final feliz foi ficar sozinha. E tá tudo bem :)