sobre escrever

Quando era pequena meu maior sonho (além de ganhar o trailer da Barbie) era fazer 12 anos pra ter carteirinha de adulto na biblioteca. Eu costumava usar a minha e a da minha mãe pra poder levar 3 livros pra casa, já que 1 só era muito pouco para 7 dias.

Um pouco antes disso, quando eu nem sabia ler, não deixava meu pai trocar a ordem das falas das histórias em quadrinhos que eles liam antes de eu dormir, porque já sabia tudo decorado e queria apenas ouvir mais uma vez.

Meu livro preferido era A Fada que Tinha Ideias, perdi a conta de quantas vezes eu li, e o que mais gostava era que Clara Luz era sua própria heroína. Mesmo antes de saber o que era feminismo, já escolhia alguns bons exemplos que ajudaram a me moldar.

Clara Luz tendo uma ideia

Aí eu cresci e nessa de descobrir o que fazer da vida fui passando por várias fases, incluindo duas faculdades. Engraçado como a gente nunca pensa que o que mais gosta de fazer deve ser uma dica né?

O negócio de ler muito é que logo vem aquela vontade de escrever também, isso pra não mencionar aquela mania chata de corrigir tudo que se lê/escuta. Mas nunca achei que dava pra fazer isso e mostrar pros outros.

Só que dá sim, e descobri isso há quase um ano quando passei a fazer parte de um site colaborativo onde escrevo sobre entretenimento, minhas duas grandes paixões. E agora descobri o Medium, onde também posso escrever sobre qualquer coisa.

Esse texto não tem moral, é apenas para falar sobre como demorei pra me encontrar e como me encontrei nas palavras.

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