A solidão de Lucas Silveira

No livro “Não Sei Lidar” de Lucas Silveira ele cita: “Eu não era sozinho por opção. Foi uma condição que o mundo me impôs muito cedo. Não importa quantas pessoas eu tenho ao meu redor, ser solitário vai muito além de ser um ponto isolado, uma ilha. É algo que a pessoa se obriga a ser, por não saber dividir com os outros uma reação tão intensa ao mundo real, tão dramática e transformadora.”

A ideia de solidão dele reflete nas atitudes que a sociedade impõe as pessoas. Pensa-se num exemplo simples, em um grupo de amigos, determinado indivíduo tem uma atitude contraditória ao padrão e aqueles que não foram a favor dela, resolvem afastar aquela pessoa, que na verdade, teve uma atitude simplesmente humana.

Para se relacionar, as pessoas devem, a princípio, ter uma personalidade apta a mudar dependendo do ambiente em que está vivendo. Existe uma certa falta de compreenção dos individuos com atitudes que eles consideram incorretas.

Palavras e atitudes as vezes geram mágoas, mesmo que aquela pessoa que teve aquelas reações, estava na realidade, sendo um ser humano. Errar é da natureza, faz parte do processo de adepção.

Existem alguns, que entram em divergência com os manuais de personalidade escritos por especialistas, por acharem que não são nenhuma daquelas descrições genéricas e se considerarem diferentes.

As interações humanas, impõe a solidão aqueles que não se enxergam de maneira correta dentro do mundo, aqueles que como Lucas Silveira coloca entre linhas em seu trecho, não conseguem compartilhar a experiência delas de observar o mundo.