Experiência dos usuários e as cidades

Atualmente se fala muito em experiência do usuário, mas isso sempre está relacionado á design de serviços, produtos digitais ou á negócios.

Nos anos 80 quando as pessoas eram confrontadas em como seriam as cidades após os anos 2000, muitas falavam em carros voadores, máquinas do tempo e etc… Claro que hoje em dia as coisas não estão tão evoluídas assim. Mas atualmente junto ao tema de experiência do usuário as cidades inteligentes tem ganhado um certo destaque.

Algumas cidade já foram planejadas para que o conforto e a segurança das pessoas esteja sempre em primeiro lugar.

Songdo na Coréia do sul, é uma referência quando se fala em planejamento urbano. A cidade foi construída ao redor de um aeroporto e conta com muitas área verdes e 25 km de ciclovias, e sensores que ajudam na mobilidade do tráfego das ruas, onde alguns semáforos medem o fluxo de veículo para abrir quando é mais viável pro fluxo de carros.

Copenhague, na Dinamarca, é bicampeã no ranking das cidades inteligentes na europa e é considerada a cidade mais feliz do mundo, o conceito de carbono zero agora faz parte das ações do governo local. Eles conseguiram reduzir 21% das emissões. Mas um dos grandes fatores também é que mais da metade da população usa bicicleta para se locomover, ir ao trabalho, estudar… Recentemente estão usando sensores que detectam a qualidade do ar, e também mandam notificações informando a população sobre o trânsito.

Agora imagine que a maioria das cidade pelo mundo não tem esse carinho pelo conforto dos cidadão e que não conseguem acompanhar o crescimento demográfico, assim tornando o cotidiano de muita gente uma experiência desagradável.

Muitas cidades estão tentando melhorar a mobilidade urbana, sua estrutura, mas sem a ajuda da população é um pouco quanto improvável de acontecer, até porque as pessoas podem pensar que o governo está piorando, pois ela não participou do processo, não foi ouvida. A colaboração em massa permite que as pessoas se tornem pequenos produtores, se sintam parte daquilo. Será que a inovação sem participação dos interessados ainda é uma inovação?

“É preciso partir das necessidades mais emergentes do povo, e junto com ele, buscar caminhos para superar os problemas” (Paulo freire)

Portanto, quando há um planejamento desde o início, onde os habitantes estão imerso no problema e participam da resolução, ai sim teremos um experiência mais positiva para os habitantes

Esperamos que este artigo tenha provocado um pouco o seu modo de pensar sobre a participação dos usuários em um projeto para obter a melhor experiência. Conte um pouco para nós sobre a sua experiência na cidade onde vive atualmente.

Referências

https://outracidade.uol.com.br/inovacao-na-inovacao-urbana/

SANTA ROSA, José Guilherme Santa. MORAES, Anamaria de. Design Participativo. Rio de Janeiro: 2AB, 2012.