sempre achei que daria certo quando dois caos se encontrassem e que disso surgiria o equilíbrio que jogam perante o universo, mas então meu avesso trombou tua calmaria e eu zarpei viagem com opção de volta pois eu sou indecisão mesmo quando a certeza me cobre.

eu nunca vou mudar, você tem saber disso antes de tentar embarcar comigo. eu vou segurar a sua mão, mas elas irão escorregar por entre as minhas.

“você tem mãos masculinas” uma vez me disseram, mas não são tão fortes quanto parecem. não tenho muito tato, serei ruim pra mim até o fim, mas não quero ser ruim pra você.

não acredite nisso de se amar primeiro, ta todo mundo se odiando e espalhando amor como se fosse mercado negro, as pessoas roubam umas das outras sentimentos que jamais poderão retribuir, mas olhe em volta, os ônibus estão cheios de pequenos pedaços de pessoas odiando quem se tornaram e querendo dar amor.

há pessoas boas nas favelas, nas pistas de dança, nos hospitais, nas calçadas, debaixo da terra.

no fundo ta todo mundo nadando entre pessoas ruins, o mundo é cruel, baby, a vida dói, mas meu peito é brasa e você me refresca a alma.

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