Crônicas, éticas

Enxergar em si uma espécie de programação moral e negá-la; aceitar que o que toda uma maioria — sem rosto, corpulenta — tenta impor não lhe cabe; abandonar seus parcos bens e sair em busca de pistas do que pode vir-a-ser; desgarrar-se da manada, vagando por entre as paisagens do desconhecido que é re-escrever-se.

Criar uma ética própria, costurar com remendos e novos tecidos uma teia nova, lutar com ardor contra seus próprios arcos-reflexos. Isso tudo pode ser muito doloroso, mas nem sempre.

Nas estranhezas, encontrar um prazer ainda sem face. Perseguir uma vida que seja genuinamente sua não é glorioso, mas sim um ato de coragem. Que bom que não estamos solitários o tempo inteiro nesse vagar… não ter medo de estar só e deixar suas feridas serem lambidas pelo vento — descobertas — são bons mantras por entre essa jornada adentro. Há muito amor pra nos desencontrar… há amor suficiente pra se encantar.

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