Açúcar amargo

Quero aquietar-me no meu próprio cansaço. Nua feito sua, leve feito pluma, solta, quase louca. Sem amor, nem ódio, sem desapego, nem laço. Inquieta como qualquer outra. Flutuante. Quase oca. E nesse contingente desenfreado, louco por estupidez, o que afasto com o amargo é todo açúcar d’uma vez.

1/2015