A importância do Plano B

Eu sou viciada em um joguinho de celular chamado Gummy Drop! E hoje percebi uma coisa que posso levar para toda a minha vida.

Caso você nunca tenha ouvido falar, esse aplicativo é no mesmo estilo de Candy Crush (inclusive igualmente viciante), mas com o objetivo de dar a volta ao mundo, vencendo fases em cidades.

Cada fase tem um número específico de movimentos e você pode ‘comprar’ poderes especiais, para ajudar a vencer mais facilmente.

Acontece que SEMPRE que eu já tenho movimentos extras sobrando ou que eu tenho dinheirinho suficiente pra comprar movimentos ou poderes, eu venço a fase que estava empacada há séculos e sem ajuda extra.

Estranho né? Pois eu acho que faz todo o sentido!

Sabe, eu acredito em uma coisa chamada “Transferência de conhecimentos”. Não sei se algum teórico já falou sobre isso, mas é algo em que eu acredito seriamente e quando eu fizer meu mestrado, darei um jeito de colocar essa expressão na minha tese.

Para mim, transferência de conhecimentos é o poder que temos de aprender uma coisa em determinada área da vida e utilizar esse mesmo conhecimento em outra área completamente diferente.

Por exemplo, sempre que eu tenho movimentos extras no joguinho, parece que eu relaxo no sentido de não ter a obrigação de vencer com aquele limitado número de movimentos e as coisas fluem mais naturalmente.

Por que não utilizar esse conhecimento para outros problemas da vida?

Da mesma maneira, se eu tenho um projeto ou um sonho e eu tenho só o Plano A, se algo der errado, eu não saberei o que fazer e ficarei frustrada ou triste porque não deu certo.

Mas se eu tenho o Plano B, eu já vou entrar na batalha melhor armada que os problemas e eles vão deixar as coisas mais fáceis, já que eu sei que vou vencer de qualquer jeito.

Eu tinha uma chefe que costumava me dizer:

Ok, você quer fazer tal coisa. E qual é o seu Plano B, caso o A não dê certo? E se o B não der certo, tenta o C, o D, o E. Você tem um alfabeto inteiro de possibilidades!

Você coloca na sua cabeça que não há chances de dar errado. Vai dar certo, ponto final. Pode demorar um pouco. Pode demorar o Plano A inteiro, o Plano B inteiro e um pedaço do C. Mas em algum momento vai dar certo.

Parece que a gente já começa tomando consciência de tudo o que pode dar errado, para se prevenir ou para encaixar o melhor plano de ação. E aí as coisas acontecem mais tranquilamente e a gente alcança nossos objetivos.

Muito complicado?

Vamos a um exemplo bem simples:

Se você quer chegar de A até B e pega um táxi, o taxista pode fazer vários caminhos. A não ser que você diga qual caminho quer seguir, ele pode escolher o mais curto, ou o com menos sinais de trânsito, ou o com limite de velocidade maior. Vai depender dele a escolha do caminho. Mas se você entra no taxi e fala que quer ir a tal lugar, pelo caminho tal, você que determinou o que ele vai fazer.

Tome a direção da sua vida. Depende de você dizer o melhor caminho.

E se não der certo, tenta o Plano B ;)