Combate ao ódio é diário: nossas palavras importam

O Massacre em Orlando, nos Estados Unidos, o maior no país desde a queda das Torres Gêmeas (11/09/2001), criou uma aura de horror neste 12 de junho de 2016. Ainda investiga-se os motivos por trás do covarde ataque aos frequentadores da boate Pulse, mas uma coisa é certa: o ódio está por trás das ações do atirador Omar Mateen. O ódio tirou a vida de 50 pessoas.

Vivemos uma época sombria em diversos sentidos. A ascensão do fundamentalismo e a predominância do discurso de ódio nos mais variados assuntos pairam sobre nós como uma sombra. E é nesse ponto que eu quero chegar: nossas palavras importam. Quando nos deparamos com um fato como esse, a única coisa que podemos fazer, para além da tristeza e pavor que nos aflige, é repensar o ambiente que tornou possível o acontecimento trágico.

Os discursos extremos vêm ganhando espaço por alguma razão que escapa ao meu entendimento. E eles precisam ser combatidos incessantemente. Na nossa vida cotidiana. Nas escolas. Na política, especialmente. Em todos os lugares. A homofobia é uma (entre muitas) manifestação cruel, fruto do ódio somado à ignorância.

Chegamos ao século XXI, mas ainda precisamos lutar todos os dias para que o amor não seja motivo de vergonha. Ainda precisamos lutar para que as pessoas entendam que cada um tem o direito de viver a própria vida da maneira como achar melhor, sem se esconder, sem ter que se justificar. Nesse aspecto, ainda estamos muito atrasados. Muito mesmo, há trevas por todos os lados.

O ódio precisa ser combatido, não podemos dar trela para representantes da intolerância. Eles são seres raivosos, chegam a espumar quando falam e, infelizmente, influenciam muita gente. No caso da política, eu não preciso citar nomes, vocês conhecem alguns exemplos célebres do que digo. A desconstrução de preconceitos é urgente. Através de palavras, mas, principalmente, de atos. As redes sociais têm papel importante nisso. Antes de apontar o dedo, criticar, xingar, ofender, diminuir as causas alheias… é sempre importante lembrar: nossas palavras importam.