Excluí tudo de um crush

pq coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa e normalmente me fodo por ser ‘vamo? vamo depois a gnt pensa’.

Eu entendo que ‘pecado’ é ficar me restringindo e que liberdade é poder fazer o que eu quero na hora que eu quero, inclusive se essa escolha for ficar.

Pós uma desilusão me relacionei com algumas pessoas, mas não me abri à nenhuma, lembro que pela primeira vez eu beijei com todo meu desejo, olhei nos olhos e sorri, cheirei a pele e no dia seguinte não tive a mínima vontade de mandar sequer uma msg.

Nossa… que descarte.

E no meio desse emaranhado eu o encontrei sem procurar.

Que entusiasmo! Queria me ver de novo. E de novo. E de novo.

La pela terceira vez EU QUIS.

Abri a porta pq ele tava entrando pela janela.

Entrou, se jogou no sofá, colocou a escova de dentes no espelho do banheiro, adormeceu cmg e me acordou enquanto me via dormir.

Um beijo no quadril, outro na testa e um bom dia. Que dia!

Hoje eu vejo que aquilo era uma despedida.

Eu não queria assumir o protocolo social do namoro.

Eu queria horas de conversas, de piadas imbecis, de discordâncias, de interrupções por beijos, de dancinhas ridículas, de cervejas, de sexo, de companhia. ‘Vamo? Vamo!’.

Não te amo e nem deu tempo pra isso… mas você escolheu ter o cheiro mais comum pra que eu pudesse te encontrar em todo lugar, quando também por ventura o vento traz o teu cheiro direto do teu cangote… ali… ao vivo.

É… coração não é tão simples quanto pensa.

Vida que segue, pra mim e pra aquele arrombado lindo dono de uma voz gostosa e uma boca macia.