Dionísio, o barman e a ferida.
SantosJr
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Escrever monólogos é algo bem difícil, por que é necessário ter uma constância de intensidade, a linguagem tem que obrigatoriamente ser fluída, sob pena do leitor deixar o texto pela metade e ir ler outro. E depois tem a questão da simpatia com personagem, e isso tem que vir logo na primeira linha. Bem, dito isso, posso afirmar com toda certeza que seu texto nos trouxe tudo isso e mais, na verdade a melhor parte, o bônus. Que divido em dois. Primeiro por ser algo que você normalmente não o faz, abordar esse tipo de tema, narrativa, e isso é bacana, ver você testando novos modos de mostrar o talento que você tem. O fez muito bem. E segundo, o tema escolhido. Excelente! meio Bukowski, que inclusive adoro (por indicação sua). Destaque para a seguinte passagem

“Só um louco se irritaria com o que falam de mulher que nem é sua. Se é que alguém pode ser de alguém nesta desvairada vida. E lembrando, nem era propriamente dela que falavam. Só estavam a matraquear… . Vai ver que eu só estava entediado mesmo. Precisava de uma boa briga”

isso foi foda, é o que define o personagem, um cara que se diz durão, mas, que busca motivos para mostrar para si mesmo que ainda está vivo, e Como o L. Nicolai bem disse, também me lembrei de clube da luta. Enfim... Parabéns. Como sempre, se manteve muito fiel a qualidade dos textos que faz.

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