A Greve Geral do dia 30 é parte da luta LGBT!

Alguns historiadores situam o surgimento do movimento LGBT na Europa no século passado, tendo como bandeiras a defesa dos direitos, o respeito a homossexuais e o reconhecimento perante leis dos direitos civis. É fato que, durante a segunda guerra mundial, o nazismo matou mais de 300 mil pessoas que eram gays, antes marcando-os no braço com ferro incandescente na forma de triângulo, e fez-se deste desenho e da cor desse ferimento o símbolo da resistência dos homossexuais contra Hitler, simbologia que mais tarde foi substituída pelas cores do arco íris, sugerindo a diversidade de orientações afetivas e sexuais que remontam ao surgimento da espécie humana. Mas o dia 28 de junho de1969 é que marca a data da luta organizada do movimento LGBT mundo afora. Neste dia, gays que estavam no bar Stonewall, na cidade de Nova York, se rebelaram contra a perseguição violenta feita por policiais, enfrentando-os sem temor, a ponto de força-los a parar e, desde então, respeitarem a presença de gays naquele local. No Brasil, o movimento se organiza através do jornal "Lampião" e, em 1979, surge o primeiro grupo de homossexuais. No ano de 1980 é realizado na cidade de São Paulo o primeiro encontro brasileiro de homossexuais. Ao longo dos anos, os grupos se unem em torno da sigla LGBT, espalham-se pela America latina e ganham o mundo.
A organização e lutas do movimento se desenvolve dentro de organizações civis, principalmente sob a definição Não -governamental, como reflexo de um período de crise, esvaziamento e ou limites socio-culturais de partidos políticos à esquerda, cenário que, durante os governos petistas, foi bastante modificado, com adoção de políticas públicas visando romper a situação de exclusão social a que LGBTs, principalmente mais pobres, estavam até então relegados, enquanto a luta direta lograva êxito noutras frentes, como o direito de herança e ao casamento civil. Mas o golpe político parlamentar, midiático e do judiciário iniciado em 2015, cuja estratégia se alicerça na tentativa de destruição do PT e de Lula, trouxe muito mais danos à comunidade LGBT do que a já danosa paralização de políticas públicas. Trouxe o crescimento da violência e no fato de sermos, tal como mulheres e afrodescendentes trabalhadores, os primeiros a sofrer com o desemprego que vem "coroando" o golpe. Por isso a Greve Geral nesta sexta-feira contra a retirada de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência de toda a classe trabalhadora brasileira, juntamente com o Fora Temer e por Diretas já, é parte da luta LGBT!
Greve Geral! Nenhum direito a menos! Diretas já!
Núcleo LGBT do PT

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.