Do que preenches o coração ?

Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más.
Mateus 12:34,35

Se de fato há um consenso quando se trata de conselhos, certamente eu ainda não o encontrei em lugar algum. Ha quem diga que eles são construtivas, outros que são destrutivos a depender de quem o recebe, já os mais, digamos, céticos preferem acreditar que “se conselho fosse bom não se dava, vendia”

Há em cada uma sua verdade, assim como em cada uma há sua mentira. O conselho vem de coração, mas quem é o sábio que consegue adivinhar do que este coração está cheio ? Creio que apenar o ser maior, que sinto que zela por nós, conseguiria distinguir corações de víboras dos verdadeiros e puro.

Uma parte em especial do maior best seller do mundo, a Bíblia, diz respeito as coisas que são ditas para nós. E aqui pouco importa sua crença, a palavra é uma só para todos: Como podeis distribuir, falar e disseminar de coisas boas quando seu coração está cheio.

Um cheio que lá, no livro, diz da maldade, mas o que eu digo é cheio de tudo: ódio, tristeza, rancor, vazio… até mesmo o coração vazio está cheio. Cheio de solidão.

Enfim, eu só quis escrever sobre isso pois tenho escutado muito daqueles que possuem o coração cheio. Tenho ouvido de coisas construtivas as mais destrutivas e isso vem preenchendo meu coração com algo que nem mesmo eu sei explicar.

Eu acho que falar sobre é também uma maneira de esvaziar meu peito, porém, acima de tudo de deixar documentado em algum lugar que eu não compreendo essa necessidade de dar conselhos quando tudo que se necessita é de um abraço. Um “eu te entendo, vai ficar tudo bem”.

É sério, se você está com o coração cheio esvazie ele de uma maneira mais produtiva do que descarregar seus anseios em outro ser. No final acabarão ambos chateados e de coração pesado.

Fale, mas somente o necessário.

Fale, mas somente aquilo que diz respeito a sua experiência.

Fale, mas tenha empatia e tente compreender o outro (por mais tosco que pareça ser o problema)

Fale, mas diga de coisas boas. Quem está mal não precisa de mais mal. (e se você não tiver nada de bom no momento. Um leve abraço ou silencio irá bastar)

Não sejam víboras. Não destruam pessoas com pesos disfarçados de conselhos.

A boca fala do que o coração está cheio. E quando o coração está cheio de coisas boas, não é necessário falar, a bondade transcende qualquer sentido físico.


Eu sei que isso pode soar estranho, mas até os melhores podem ser víboras. Não seja, por favor!

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.