Inovação e sobrevivência

Foi para sobreviver e facilitar a nossa própria vida que descobrimos o fogo, inventamos a roda, a corda, as embarcações, a escrita, o papel, o computador. Inovação é inerente ao instinto de sobrevivência do ser humano. Inovamos para sobreviver ou diante de necessidades que podem ameaçar a nossa vida — drones, absorventes higiênicos, GPS e a própria internet são inovações criadas nas grandes guerras mundiais, por exemplo.

Essas inovações são extensões das nossas capacidades. Quando não pudemos quebrar algo com as mãos, criamos um machado. Já que não podíamos controlar voos com a nossa mente, audição, voz e visão, criamos rádios que aumentam nossas capacidades. Agora, somos muito mais potentes com as tecnologias que criamos.

E não apenas as nossas dificuldades mecânicas estão sendo suportadas por inovações tecnológicas, as cognitivas também estão sendo melhoradas e estendidas com o uso de computação cognitiva que assimila e processa dados de maneira inteligente.

Essa transformação é constante: inventamos o carro para nos locomover de maneira mais eficiente, criamos o serviço de transporte para otimizar essa inovação e depois ressignificamos tudo com aplicativos que compartilham nossos carros e que trazem para o nosso dia a dia uma forma diferente de pensar consumo e economia (entre outras coisas).

A nossa cultura também evolui, nós inovamos o modo de pensar, percebemos cada vez mais a IoT ao nosso redor e nos preocupamos como isso poderá ameaçar a nossa vida (é seguro?). Estudamos future thinking para tentar prever o quão sustentável são essas coisas que estamos criando (alguns premeditam uma catástrofe!). Tentamos mudar a lógica do capitalismo com economia colaborativa porque é mais "smart", é sustentável. E não para por aí, a lista é grande.

Mas, tudo isso tem um motivo só: sobreviver. O objeto da inovação em si, seja ele tangível (como um produto) algo abstrato (como o nosso modo de pensar), traz sempre um novo significado motivado por sobrevivência. É tudo sobre perdurar, sustentar, continuar a existir: o planeta, a indústria, nós — seres humanos.

Até onde que a gente vai?

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