A crença de que pode haver algo ou alguém melhor e escolher terminar um relacionamento amoroso para ir em busca disso não é necessariamente hedonista como levantado por Bauman; ela pode, na verdade, ser uma maneira de libertar indivíduos que estariam presos a uma relação insatisfatória simplesmente por não terem coragem ou não acharem possível dar um fim a ela.
A triste geração que está sendo convencida de que não sabe amar
Laura Pires
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Acho que a palavra-chave aqui é ‘necessariamente’. É claro que a busca pode ser hedonista. É claro que a pessoa pode não querer se comprometer (- e qual seria o problema?). Mas o que a autora afirma é que existem outras perspectivas que não existiam antes. O poder terminar um relacionamento que não funciona é um poder novo, em oposição a se ver obrigada(o) a ficar eternamente em um relacionamento prejudicial por razões outras que não amor.

O ‘trabalhar relacionamento’ é extremamente idealizado. Presume muitas vezes que você está lá para salvar uma outra alma. Presume também que quem não está disposto não é merecedor. É uma visão que deveria ser bastante pessoal, e não global. Só quem se envolve pode saber até onde quer ir.