O dia em que decidi ser e fazer o que eu bem quisesse

Larissa Manoela é nova e já teve vários namorados. Não vale nada.

Maísa Silva tem a mesma idade e nunca namorou. Arrogante, se acha boa demais para os homens.

Anitta exibe o corpo sem medo na frente das câmeras. Vagabunda.

Sandy escolheu não usar seu corpo na construção de sua carreira. Virgem recatada.

Sandra casou aos 23 anos. Que nova, está desperdiçando a vida.

Carla acabou de completar 32 anos e não quer casar. Encalhada, ficou pra titia.

Janaína teve três filhos. Onde já se viu, que irresponsabilidade ter tanto filho nesse mundo louco que vivemos.

Andressa decidiu não ter filhos. Mas e o instinto maternal natural? É porque ela ainda não achou o cara certo.

Silvia parou de trabalhar para criar os filhos. Mas que decisão descabida, abrir mão da carreira por causa de criança.

Vivian tem uma auxiliar que olha seus filhos enquanto ela gerencia uma empresa. Que absurdo deixar os filhos com os outros só para trabalhar.

Jéssica não sai de casa sem maquiagem e um look milimetricamente pensado na noite anterior. Se monta para chamar atenção dos homens.

Olivia ama conforto e vive com blusinhas largas, sapatilhas e não tem ideia de qual a função do corretivo. Desleixada, nenhum homem vai querê-la assim.

Cristina trabalha há dez anos na mesma empresa, batalhou para ser diretora e hoje sustenta a casa. Ai, mas e o orgulho do marido de ser "o provedor da família", como fica?

Rita é artesã e seu namorido é quem paga todas as contas, ela faz suas obras de arte por amor. Que aproveitadora, está com ele só pelo dinheiro.

Ser mulher é isso. É fazer o A e ser julgada, mudar para o B e continuar sendo pisoteada. A gente esgota todas as possibilidades, a gente vai até o Z para tentar atender todas as expectativas e nunca é bom o suficiente. F*da-se esse alfabeto que a sociedade inventou. Vamos ser e fazer o que bem quisermos.