Efeitos de uma nova frequência planetária

Esse texto foi originalmente publicado no site da Spontaneum

Há uma nova frequência planetária permeando todos os seres e relações na Terra, acreditemos nisso ou não.

Essa energia que vem chegando mais intensamente desde 2012 traz uma recalibração do nosso DNA e isso provoca diversos efeitos. Procurei listar aqui alguns que tenho percebido tanto em minha vivência pessoal, como observando pessoas e relações à minha volta.

[Um texto para ler com calma. Conecte-se ao coração, você já sabe de tudo isso].

Limites, inclusão e integração

1. Necessidade de falar verdadeiramente sobre incômodos e limites. Não é possível mais suportar relações onde qualquer tipo de desrespeito exista, tal como abusos, manipulações e até mesmo a violência disfarçada em ‘brincadeiras’ que debocham e ridicularizam o outro.

2. O ponto 1 gera uma fricção interna e externa, pois somos levados a olhar para os abusos, manipulações e deboches que nos habitam (falei disso também na última Conversa no Parque). Assim, essas rupturas, conflitos e términos, inevitavelmente, nos levam a olhar para as nossas sombras. Sombras que precisam de uma vez por todas serem integradas e honradas.

3. Estamos sendo levados a equilibrar as energias masculina e feminina dentro de nós — de novo a integração. Necessidade de balanço entre os movimentos de silenciar e ouvir a intuição, e acordar para manifestar nossos dons aqui.

4. Temos, finalmente, compreendido o quanto a energia feminina tem sido deturpada, reduzida, enclausurada e assim violentada dentro e fora de nós, há milênios. Assim, os seres humanos começam a compreender o que é honrar a Mãe, Terra, Gaia.

Compromissos que permitam o fluxo e não o contrário

5. Necessidade de liberdade, de amar e ser livre. Amar sem cobranças, mas com compromissos de nascem da alma, que fluem na Verdade, com respeito, espaço e permissão para trazermos Luz e Sombra.

6. Dificuldades com controles e planejamentos inflexíveis. Testes de fé e necessidade de fluxo.

7. Ao mesmo tempo, necessidade de organização da vida, tomada de decisões, arrumação das “gavetas”, limpeza.

[Vejo novamente nos pontos 6 e 7 o equilíbrio entre feminino e masculino].

Conexão com o corpo e respeito à vida

8. Necessidade de descanso, sono, permissão para o silêncio e ócio. As ondas de energia que estão recalibrando nosso DNA nos levam de volta ao simples: a atenção às necessidades de nosso corpo, o respeito ao nosso templo aqui.

[O ponto 8 conecta-se com o 4, à medida que compreendemos que o respeito à Terra passa pelo respeito a todas as formas de vida que nela habitam, a começar por nós mesmos].

9. Ainda sobre o corpo físico, muitos estão se reconectando com seus templos, resgatando a relação natural com o corpo físico, limpando-se de toxinas que nos anestesiaram por tantos anos. Vejo isso num movimento cada vez mais crescente de:

  • cuidado para além de estética, pois a estética desconectada do corpo o fere se for preciso,
  • busca por alimentos saudáveis, orgânicos e o prazer por nutrir-se, que é completamente diferente do prazer por comer anestesiadamente,
  • redução do consumo de carne e animais mortos, que leva diretamente à redução da violência contra outras formas de vida,
  • sexo como expressão do encontro sagrado entre duas almas, mais do que a satisfação de instintos.

Fé e abundância

10. Reconexão com o nosso centro interno, onde acessamos a verdadeira fé, a sensação de certeza que surge primeiro, antes de dados e fatos, ou seja, sem a necessidade de testarmos o meio.

11. Mudanças em nossa relação com o dinheiro, à medida que compreendemos que o fluxo surge quando:

  • Estamos manifestando aqui os dons que recebemos,
  • Estamos servindo a algo maior, antes de servir a interesses pessoais.

Se essa mudança de mindset não acontece, permaneceremos presos na 3ª dimensão, operando no paradigma da sobrevivência e da escassez, sendo impelidos a escolher e permanecer em trabalhos que em nada possibilitam a manifestação de nossos talentos. A nossa alma já sabe: a abundância é a Verdade.

A gestação de um novo mundo, o nosso renascimento

12. Sensação de estar em uma bolha de proteção conforme vamos adentrando nessa nova consciência que alguns têm chamado de 5ª dimensão. Essa sensação começa a surgir carregada de contraditoriedades que, em resumo, eu percebo como uma ilusão de que estamos separados ou que somos ‘melhores’ à medida que despertamos. A verdade é que estamos todos na jornada de volta ao Lar, alguns se propondo a servir à Luz; outros, inconscientes, servindo às Sombras, mas todos estão à serviço do despertar. Falei um pouco disso no texto Estamos atravessando um portal.

13. Ainda sobre a sensação da bolha, se não cairmos na ilusão da separação e julgamento, vamos compreendendo aquilo que alguns autores e mestres têm dito sobre o mundo estar grávido de outro mundo, sobre o despertar de uma nova consciência. Sentir que estamos em uma bolha protegida pode ser a tradução de estarmos sendo gestados nessa nova Terra que vem nascendo.

O nosso papel nesse novo estágio, desse novo mundo

Com essa consciência do ponto 13, voltamos a todos os pontos anteriores e fechamos esse ciclo. Se estamos servindo à Luz e ao Amor, nosso papel é:

  • seguir o exercício diário de integração entre Luz e Sombra, de incluir tudo em nós para, assim, podermos transmutar o veneno em néctar,
  • respeitar e honrar os nossos limites,
  • respeitar e honrar os templos terra e Terra: a nossa forma de vida num corpo humano e todas as formas de vida neste plano,
  • sair do julgamento e da dualidade, compreendendo-a como um recurso que tem sido usado neste plano, mas não como a Verdade,
  • mergulhar com coragem em nossas dores, lembrando que elas estão à serviço da nossa cura e não o contrário,
  • romper imediatamente todo ciclo de vitimização e autopiedade,
  • alimentar nossos corpos físicos, emocionais, mentais e espirituais conscientemente. Ou seja, lembrar que alimentação é mais do que o alimento físico, mas também informações, música (frequência), silêncio, relações, ambientes, leituras, natureza, caminhos e práticas de autoconhecimento,
  • autorresponsabilidade: ter mais e mais consciência sobre a nossa vibração, pois o processo de manifestação torna-se cada vez mais acelerado. Quanto mais despertos, menos seremos conduzidos pelo paradigma linear da 3ª dimensão, na qual acreditamos que tudo acontece com esforço,
  • estarmos atentos e presentes às sincronicidades. Isso exige o movimento descrito no ponto 10: a reconexão com nosso centro de fé. Conectados a ele, percebemos os sinais externos como sinalizações sobre o nosso caminho. E, claro, fica bem mais leve caminhar assim!

E enfim, vamos lembrando dia a dia de que estamos aqui à serviço da Luz e do Amor.

“O pré-requisito básico para participar destas tarefas é a humildade, a humildade real de olhar para o lado e entender que aquele ao seu lado não é só seu irmão, mas é parte de você”.
Pramashanti

Seguimos.

Tatiane Guedes


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Tatiane Guedes é Psicóloga de formação e Curadora de missão. É idealizadora e fundadora da Spontaneum, e autora dos livros Desperte-se e Movimento do Amor. Residente na Califórnia, viaja periodicamente ao Brasil para facilitar retiros e workshops.

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